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BNDES admite mudanças no teor do acordo da Oi com a Portugal Telecom A instituição é uma das acionistas da Oi e vem acompanhando de perto os desdobramentos do negócio, que ficou sob ameaça

Publicação: 12/07/2014 10:11 Atualização:

Os problemas financeiros enfrentados pela Portugal Telecom (PT) não devem interromper o processo de fusão com a brasileira Oi, mas os termos do acordo entre as duas companhias podem ser modificados, admitiu ontem o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. O BNDES é um dos acionistas da Oi e vem acompanhando de perto os desdobramentos do negócio, que ficou sob ameaça diante do receio de que a PT não receba de volta 897 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões) de um aporte feito em abril à RioForte, uma unidade do Grupo Espírito Santo, um de seus principais acionistas. Coutinho não quis entrar em detalhes, mas uma das possibilidades é a redução da fatia que caberia à operadora portuguesa na empresa resultante da fusão com a Oi. “A operação não deve comprometer o processo (de fusão), mas pode mudar os termos”, disse.

'A operação não deve comprometer o processo (de fusão), mas pode mudar os termos' Luciano Coutinho, presidente do BNDES (Sergio Moraes/Reuters - 19/4/12)
"A operação não deve comprometer o processo (de fusão), mas pode mudar os termos" Luciano Coutinho, presidente do BNDES


Além de colocar na berlinda a fusão entre as duas empresas de telecomunicações, a malsucedida operação da PT colocou sob suspeita a solidez do Banco Espírito Santo (BES), braço financeiro do grupo do mesmo nome e maior entidade bancária do país. Numa tentativa de acalmar os mercados, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, veio a público ontem para descartar a possibilidade de uma operação de resgate da instituição e garantir que o sistema bancário do país não corre riscos. “O BES é diferente dos negócios da família Espírito Santo. É importante que investidores entendam essa diferença”, disse. “O banco “tem fundos sólidos e dispõe de margem confortável para enfrentar qualquer eventualidade, inclusive a mais adversa”, afirmou.

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Respaldado pelo BC português, o BES, por sua vez, divulgou comunicado em que assegurou dispor de 2,1 bilhões de euros para suportar perdas nos negócios com outras empresas do grupo. As declarações estabilizaram momentaneamente as turbulências nos mercados de Portugal e de outros países. A Bolsa de Lisboa fechou em alta de 0,62%, após a forte queda de 4% do dia anterior. As ações do BES, contudo, que voltaram a ser negociadas depois de um dia de suspensão, tiveram perda de 5,5%. Na Bolsa de Valores de São Paulo, as ações preferenciais da Oi se recuperaram do tombo de 14,5% sofrido na quinta-feira e fecharam com valorização de mais de 13%.

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