publicidade

Argentina pede que juiz considere medida para evitar moratória

O governo argentino tem até quarta-feira, dia 30 de julho, para chegar a um acordo com os fundos chamados de "abutres"

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 29/07/2014 19:34 / atualizado em 29/07/2014 20:00

France Presse

Nova York - Credores da dívida reestruturada da Argentina pediram nesta terça-feira que o juiz federal americano Thomas Griesa suspenda até 2015 sua sentença a favor dos fundos especulativos para evitar a moratória e permitir uma saída negociada para o caso.

"Nós, credores com títulos em euros, achamos de maneira respeitosa que uma suspensão da decisão judicial é o melhor caminho para que este tribunal promova um acordo negociado no caso e evite um default", indica o texto apresentado pelo grupo a poucas horas de a Argentina entrar em moratória.

Leia mais notícias em Economia

"Este tribunal deve emitir uma suspensão temporária da decisão até 1º de janeiro de 2015, prazo em que expira a cláusula Rufo, ou, de forma alternativa, por 90 dias, para que a Argentina possa obter uma isenção da cláusula", completa o texto.

A cláusula Rufo obriga o país a equiparar credores que aceitaram as propostas de reestruturação da dívida com qualquer outro credor que receba melhor tratamento, o que seria o caso dos fundos especulativos, se a Argentina cumprir a decisão de Griesa.

O governo argentino tem até quarta-feira, dia 30 de julho, para chegar a um acordo com os fundos chamados de "abutres" e que obtiveram uma sentença favorável da justiça americana para fazer a cobrança ao mesmo tempo que os credores que renegociaram a dívida em 2005 e 2010.

A Argentina argumenta que um "stay" (medida cautelar para suspender a aplicação da decisão) até 2015 é a única saída para poder negociar com os fundos especulativos, evitando a cláusula Rufo dos contratos da renegociação.

No dia 26 de junho, a Argentina depositou pagamentos no valor de 539 milhões de dólares aos credores da dívida reestruturada, mas o juiz bloqueou o dinheiro depositado em Nova York, o que pode provocar uma moratória de parte da dívida emitida sob a legislação norte-americana.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade