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Excedente comercial da China triplica em julho devido alta de exportações Segundo os especialistas da ANZ, esta desaceleração pode ser explicada pelo endurecimento das autoridades com as operações financeiras relacionadas aos estoques de importações de matérias-primas

France Presse

Publicação: 08/08/2014 15:07 Atualização:

Pequim - O excedente comercial da China praticamente triplicou em julho em relação ao mesmo período do ano passado, graças ao forte aumento das exportações e à inesperada queda das importações, de acordo com dados da alfândega publicados nesta sexta-feira (8/8). As exportações da segunda economia mundial aumentaram no mês passado cerca de 14,5% (anual), a 212,9 bilhões de dólares.

É muito mais do que esperavam os analistas, que apontavam um aumento de 8%. Também previam um forte crescimento em relação aos 7,2% registrados em junho. Por outro lado, as importações registraram em julho um retrocesso inesperado de 1,6% (em termos anuais), a 165,6 bilhões de dólares, acrescentou a alfândega.

Esta queda contrasta com a alta de 5,5% registrada em junho e com a previsão média dos analistas que apontavam um avanço de 3%. Segundo os especialistas da ANZ, esta desaceleração pode ser explicada pelo endurecimento das autoridades com as operações financeiras relacionadas aos estoques de importações de matérias-primas, após a descoberta de uma grande fraude no porto de Qingdao.

"É importante constatar que a demanda chinesa de matérias-primas é sólida em termos de volume, dada a (recente) aceleração dos investimentos e do gasto público em infraestruturas", diz a ANZ.

Para os analistas, o excedente comercial recorde registrado em julho poderia aumentar a pressão sobre as autoridades chinesas para que deixem o yuan, a moeda nacional, se apreciar de forma mais acentuada. Parceiros comerciais da China, em particular os Estados Unidos, acusam Pequim -que exerce um rígido controle sobre a sua divisa- de manter o yuan desvalorizado para incentivar as exportações.

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O crescimento econômico do PIB chinês foi de 7,4% no primeiro trimestre. É o mais baixo em 18 meses, mas no segundo trimestre se acelerou a 7,5% por uma série de medidas adotadas por Pequim.

No conjunto dos sete primeiros meses do ano, os intercâmbios comerciais com a União Europeia (UE) cresceram cerca de 10% em um ano, ficando em 14,5% do total, segundo dados alfandegários. Com os Estados Unidos, os intercâmbios cresceram 3,9% ( 12,7% do total) e com o Japão aumentaram 1,2%, representando 7,4% do total.

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