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Pior que previsto, economia da Eurozona fica estagnada no 2º trimestre Crescimento da zona do Euro foi afetado pelos resultados ruins apresentados por Alemanha e França

France Presse

Publicação: 14/08/2014 08:25 Atualização: 14/08/2014 12:45

Bruxelas - O crescimento da zona do euro permaneceu estagnado no segundo trimestre, afetado pelos resultados ruins de Alemanha e França, as principais economias do bloco, segundo a primeira estimativa da agência europeia de estatísticas Eurostat.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Eurozona, formada por 18 países, teve uma variação trimestral nula (0%), abaixo da estimativa do mercado, que acreditava em um crescimento de 0,2%, similar ao do primeiro trimestre.

A estagnação da Eurozona foi reflexo em grande medida dos resultados ruins da Alemanha, que registrou queda de 0,2% do PIB, e da França, paralisada em 0%.

O resultado alemão foi pior que o previsto pelos analistas, que projetavam uma queda de 0,1%, em parte por consequência do forte crescimento da principal economia europeia no primeiro trimestre (+0,7%).

A Itália, terceira economia do bloco, também registrou contração de 0,2% no período abril-junho.

A Espanha, quarta economia do bloco e uma das mais afetadas pela crise global de 2009, prossegue em recuperação, com um crescimento de 0,6% no segundo trimestre, 0,2% a mais que no primeiro.

"Entre as grandes economias da região, o único raio de esperança vem da Espanha, mas também existem dúvidas sobre a duração da recuperação", disse Jonathan Loynes, da Capital Economics.

A falta de dinamismo do bloco também é refletida na inflação, que caiu a 0,4% em julho, o menor nível desde outubro de 2009, segundo a Eurostat.

No verão (hemisfério norte) de 2013 a zona do euro deixou para trás seis trimestres consecutivos de contração, mas os novos dados diluem as esperanças de uma recuperação sólida.

Incertezas geopolíticas

Os analistas acreditavam em uma recuperação do PIB da Eurozona no segundo semestre, mas reduziram as projeções em consequência das tensões com a Rússia pela crise na Ucrânia.

"Parece que o crescimento do PIB (da Eurozona) em 2014 ficará abaixo de 1%", disse Peter Vanden, analista do ING Bank.

A França já reduziu para 0,5% a previsão de crescimento para este ano, contra a meta inicial de 1%.

"Agora o temor é que a Eurozona caminhe para uma nova recessão", destacou Simon Smith, da FX Pro, que também ressaltou o impacto dos bloqueios comerciais que a Rússia impôs aos países europeus, em represália pelas sanções econômicas decretadas por Bruxelas contra Moscou.

No conjunto da União Europeia (UE), formada por 28 países, o PIB registrou avanço de 0,2%, um pouco abaixo do resultado do período janeiro-março (0,3%).

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O PIB da Grã-Bretanha avançou 0,8%, assim como o da Hungria. A economia da Polônia avançou 0,6%.

O crescimento nulo da Eurozona mostra ainda que a região está atrás dos Estados Unidos, que registrou recuperação de 1% no segundo trimestre (após uma contração de 0,5% no trimestre anterior).

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