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Investimentos estrangeiros na China têm queda em julho, diz governo Japão lidera a lista de queda de investimentos na China nos sete primeiros meses do ano, com 45,4% a menos, a 2,83 bilhões de dólares, coincidindo com o aumento da tensão geopolítica entre Pequim e Tóquio

France Presse

Publicação: 18/08/2014 15:15 Atualização: 18/08/2014 15:23

Pequim - Os investimentos estrangeiros na China caíram em julho no nível mais baixo dos últimos dois anos, afirmou o governo, desmentindo que os reguladores chineses pretendam investigar a fundo as empresas estrangeiras.

Os investimentos estrangeiros diretos (IED) no país, excluindo o setor financeiro, recuaram 16,95% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, a 7,81 bilhões de dólares, informou na segunda-feira o ministério chinês de Comércio.

Trata-se do menor volume de IED desde julho de 2012, com forte queda também em relação ao mês anterior: o IED em junho teve um pequeno avanço de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado, a 14,42 bilhões de dólares.

Nos sete primeiros meses do ano, os investimentos estrangeiros caíram 0,35% em comparação ao mesmo período de 2013, a 71,14 bilhões de dólares.

Após investigar, no ano passado, as práticas comerciais dos grandes grupos farmacêuticos estrangeiros e do setor agroalimentar, as autoridades chinesas anunciaram nos últimos dois meses que estão investigando agora as empresas de informática e as fabricantes de automóveis.

Entre as automobilísticas, estão a Audi, a Chrysler e as concessionárias da BMW que foram consideradas culpadas por "práticas monopolísticas". "Todos os atores do mercado têm que respeitar a lei (...) e devem ser submetidos a sanções quando a infringem", disse Shen Danyang, porta-voz do ministério de Comércio.

O Japão lidera a lista de queda de investimentos na China nos sete primeiros meses do ano, com 45,4% a menos, a 2,83 bilhões de dólares, coincidindo com o aumento da tensão geopolítica entre Pequim e Tóquio.

Os investimentos dos Estados Unidos recuaram 17,4%, a 1,81 bilhão de dólares, e os da União Europeia (UE), 17,5%, a 3,83 bilhões. Já os investimentos do Reino Unido cresceram 61,2% e os da Coreia do Sul, 34,6%.

Para o ano, espera-se que o IED registre um ritmo de crescimento próximo ao de 2013, disse Shen Danyang, que acredita que as "empresas estrangeiras não vão se assustar com as investigações em vigor".

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Por outro lado, os investimentos chineses no exterior, excluindo o setor financeiro, têm sido vigorosos: cresceram 84,9% anuais em julho, a 9,21 bilhões de dólares. Os principais destinos foram os Estados Unidos (+12,8), e os países da UE, que tiveram os investimentos quadruplicados. Na Rússia e no Japão, os investimentos chineses cresceram respectivamente 91,1% e 160,9% em um ano.

Pequim quer fomentar os investimentos no exterior para garantir o abastecimento de matérias-primas e mercados para suas exportações

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