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No total, 55% das operadoras punidas pela ANS reincidem em abusos

De 117 administradoras punidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar com suspensão de algum convênio, mais da metade voltou à lista com irregularidades

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postado em 19/08/2014 06:02 / atualizado em 19/08/2014 09:04

Antonio Temóteo , Bárbara Nascimento

Maurenilson Freire/CB/D.A Press


O programa de monitoramento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não tem inibido as operadoras de plano de saúde de desrespeitar os consumidores. Um levantamento feito pelo Correio com as listas divulgadas pela reguladora desde o início das punições, no fim de 2011, mostra que mais da metade das empresas, 55%, são reincidentes em alguma das oito suspensões. Algumas delas estiveram presentes em quase todos os ciclos de avaliação. A ANS proíbe a venda de planos enquanto o convênio mantém altos índices de reclamação referentes à negativa de atendimento e ao desrespeito aos prazos máximos para marcação de consultas e exames.

O levantamento considerou apenas as 117 operadoras que haviam sido suspensas por irregularidades pela ANS. Elas podem ser punidas por problemas em diferentes planos. As administradoras Green Line e Só Saúde, por exemplo, que abragem 404,6 mil e 16,8 mil beneficiários respectivamente, segundo o portal da ANS, estiveram presentes em todas as etapas do ciclo com diversos convênios — alguns deles mais de uma vez. Apesar de a ANS estar no 10º ciclo, em apenas oito deles houve suspensões.

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A forte reincidência das empresas punidas coloca em xeque, segundo os órgãos de defesa do consumidor, o rigor do programa de monitoramento da ANS. “O prazo de suspensão (de três meses por ciclo) deveria ser aumentado nos casos em que a operadora volta para a lista de punições. As empresas ficam suspensas por três meses, depois voltam para o mercado, faturam por um ano com novos beneficiários que não conseguem suportar e voltam a ser punidas por alto índice de reclamação”, explicou a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolcci.

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