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Eletrobras negocia dívidas de distribuidoras pela conta de combustíveis Armando Casado, diretor financeiro da Eletrobras, informou que além do preço está sendo avaliada a eficiência no funcionamento das máquinas das usinas termelétricas

Agência Brasil

Publicação: 19/08/2014 23:20 Atualização:

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, acredita que até o fim do ano a companhia concluirá as negociações da parcela de R$ 1,7 bilhão da dívida de R$ 4,9 bilhões que as distribuidoras de energia do Amazonas, Acre, de Rondônia e Roraima têm com a Petrobras, pelo óleo combustível fornecido pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Segundo o diretor, está em discussão a diferença de preços entre o fixado pela Petrobras nas notas fiscais, que é com base no valor da bomba, e o preço calculado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pela média geral da região. “Sempre o da ANP é menor do que o da Petrobras”, disse ele.

Armando Casado informou que além do preço está sendo avaliada a eficiência no funcionamento das máquinas das usinas termelétricas. Ele explicou que a maioria tem mais de 20 anos, mas como o governo optou pelo Sistema Interligado de Distribuição de Energia, não vale a pena comprar máquinas novas para substituir as atuais, porque as usinas térmicas deixarão de ser usadas. “Tanto isso como a diferença de preços da ANP estão sendo discutidas para conciliar essa parte, que a gente chama de controversa para o equacionamento”, disse.

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O diretor explicou que se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhecer que as empresas têm que ser ressarcidas pelos custos de eficiência das máquinas e que não ocorre a diferença de preços, a dívida terá que ser paga pela Conta de Consumo de Combustível (CCC). “Se a gente está colocando como controverso, a gente vai defender que tudo tem uma lógica e que haja o reconhecimento. É isso que vamos defender. Agora, não cabe somente a nós dizer isso. Vai o outro lado, e é por isso que é bom que tenha o regulador que vai dizer o que é justo”, explicou, acrescentando que se nada for reconhecido, o pagamento caberá à Eletrobras.

Outra parte da dívida, no valor de R$ 1,452 bilhão, a Eletrobras começa a pagar até o fim deste mês. Será dado um sinal, ainda esta semana, de R$ 400 milhões, referente à dívida da Eletrobras Amazonas Energia e R$ 52 milhões da Eletro Acre. A diferença desta parte da dívida está em acerto para ser paga em 86 parcelas e não em 85 como a empresa informou ontem (18/8).

Do restante da dívida, R$ 1,750 bilhão, segundo o diretor, o pagamento foi parcelado em 20 vezes, e está sendo feito pelo Tesouro Nacional. “Está sendo honrado fielmente, e [o Tesouro] já pagou a terceira parcela, inclusive paga lá na CDE [Conta de Desenvolvimento Energético] mais o suprimento corrente em dia. O compromisso era ter equacionado esse passado e ainda pagar o corrente em dia, e está exatamente em dia. O governo tem pago isso”, reforçou.

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