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Investidor estrangeiro despeja dólares na Bovespa e aposta contra Dilma

Até a quarta-feira, o saldo de agosto dos investimentos externos em ações estava positivo em US$ 537 milhões

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postado em 23/08/2014 08:00 / atualizado em 24/08/2014 10:34

Paulo Silva Pinto



Depois de seis dias seguidos de alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,99%. Na semana, a alta acumulada foi de 2,50%. Desde 14 de março, quando as ações das empresas começaram a se valorizar, a bolsa subiu 29,9%. Papéis de estatais se destacaram no período, com o avanço de 68,8% da ação ordinária da Petrobras. Neste mês, boa parte da ajuda está vindo de fora. Até a quarta-feira, o saldo de agosto dos investimentos externos em ações estava positivo em US$ 537 milhões, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). No mês passado, foi negativo em US$ 62 milhões, mas os estrangeiros representaram 47% dos negócios.

Segundo analistas, os investidores do Brasil e do exterior estão apostando no aumento das chances de uma vitória da oposição na eleição presidencial. “Quando a percepção do mercado de que a presidente Dilma Rousseff (PT) não será reeleita cresce, as ações se valorizam”, notou o economista Bruno Lavieri, da consultoria Tendências.

Para André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, a expectativa do mercado não reflete ganhos da oposição em geral. “A candidatura de Marina Silva (PSB) ampliou as chances de haver segundo turno. Mas, se ficar configurado que as chances de ela vencer são muito maiores do que as de Aécio Neves (PSDB), a reação não será boa. Há muitas restrições dos investidores a Marina”, disse. Ele explicou que, embora o quadro eleitoral venha influenciando a bolsa, ainda há outros fatores. “As bolsas de todos mercados emergentes têm subido. Há um fluxo de investimentos para esses países, que, como o Brasil, estão baratos”, explicou.

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