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Menor expansão do crédito é causa de atividade econômica moderada, diz BC Em junho, a expansão ficou em 11,8%, e no ano passado o crescimento ficou em 14,7%. A previsão do BC para este ano é crescimento de 12%

Agência Brasil

Publicação: 26/08/2014 13:44 Atualização:

A menor expansão do crédito está associada à moderação da atividade econômica, segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. Em 12 meses, encerrados em julho, o saldo das operações de crédito (R$ 2,835 trilhões) teve crescimento de 11,4%, o menor na série histórica iniciada em março de 2007. Em junho, a expansão ficou em 11,8%, e no ano passado o crescimento ficou em 14,7%. A previsão do BC para este ano é crescimento de 12%.

“A moderação tem aspectos benignos. Um deles é a sustentabilidade. Essa expansão do crédito ocorre em um sistema financeiro robusto e com taxas de inadimplência bem comportadas e sem deixar de contribuir de maneira relevante para a atividade econômica, com expansão de dois dígitos”, argumentou Maciel.

Segundo Maciel, as medidas anunciadas pelo BC que liberam mais recurso para os bancos emprestarem diminui a possibilidade de haver revisão da projeção de crescimento do crédito este ano. Mas ele enfatizou que as medidas têm “caráter predominantemente regulatório”, com impacto moderado no crédito em segmentos específicos.

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No último dia 20, o BC anunciou medidas que liberam R$ 25 bilhões para os bancos emprestarem. No final do mês passado, o BC já havia anunciado ações que injetam R$ 45 bilhões na economia. Especificamente em julho, Maciel disse que a moderação no crédito é característica do período, quando as empresas pegam menos dinheiro emprestado. No mês passado, o saldo das operações de crédito para as empresas com recursos livres (os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros) recuou 1,1%, e para as famílias, houve crescimento de 0,2%.

Já as taxas de juros subiram tanto para as famílias quanto para as empresas. A taxa de juros para as famílias subiu 0,2 ponto percentual, de junho para julho, e ficou em 43,2% ao ano. Para as empresas, a alta chegou a 0,5 ponto percentual, com taxa em 23,1% ao ano, no crédito com recursos livres.

Segundo Maciel, após seguirem o ciclo de elevação da taxa básica, a Selic, os juros aos clientes bancários encontraram um novo patamar e estão oscilando em torno dele. Nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em maio e em julho, a Selic foi mantida em 11% ao ano, após o ciclo de alta. A Selic serve de referência para as demais taxas do mercado. A taxa do cheque especial foi uma das que mais subiram em julho, ao ficar em 172,4% ao ano, o maior patamar desde janeiro de 2011.

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