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Taxa média de juros cobrada do consumidor é a maior desde 2011

Inadimplência avança e especialistas recomendam cautela nas compras

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postado em 27/08/2014 06:02 / atualizado em 27/08/2014 08:32

Bárbara Nascimento

Daniel Ferreira/CB/D.A Press


Comprar a prazo está cada vez mais caro. A taxa média de juros cobrada das pessoas físicas atingiu em julho 43,2% anuais, o maior nível desde março de 2011. No cheque especial, os encargos saltaram para 172,4%. Não à toa, o índice de calote, que vinha se mantendo comportado, voltou a subir e cravou 6,6%, patamar inédito desde maio.

Nem mesmo a injeção de R$ 45 bilhões pelo Banco Central (BC) no mercado foi capaz de mudar o retrato do mercado de crédito. Além de aumentar os juros, os bancos mantiveram o pé no freio das operações. Tanto que, na média geral, as concessões de empréstimos e financiamentos tombaram 4% no mês passado. O estoque total de crédito no país teve o menor crescimento para 12 meses desde 2008, 11,4%, sexto mês seguido de desaceleração.

“Eu me programo muito antes de fazer uma compra a prazo ou financiamento e nem chego perto do cheque especial porque sei que os juros são altíssimos”, afirmou o estudante Luan Felipe, 19 anos. Ele acabou de terminar de pagar um carro e conta que poupou o máximo para financiar o menor valor possível. “No fim, a gente acaba pagando por dois carros, de tão altos que são os juros. O objetivo inicial era comprar à vista, mas não consegui juntar o dinheiro todo”, lamentou.

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A operadora de sistemas Maria Aparecida Nunes, 43, contou que trata dos compromissos a prazo com cuidado para não se enrolar. Ela também financia um automóvel e usa habitualmente o cartão de crédito. “Tem que fazer os cálculos, prever gastos e controlar o orçamento, senão não tem como pagar”, confessou.

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