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Cenário político empurra a bolsa, mas quadro para investimentos é instável

Apesar de os números despertarem a atenção dos investidores, a hora é de manter os pés no chão para não correr o risco de perder o patrimônio acumulado a duras penas

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postado em 28/08/2014 09:08

Bárbara Nascimento

Spencer Platt/AFP


O turbilhão que se instalou no mercado financeiro, refletindo o sobe e desce dos candidatos à Presidência da República nas pesquisas, pode deixar qualquer um em dúvida na hora de aplicar seu dinheiro. Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) disparou e rompeu os 61 mil pontos, o que não ocorria desde janeiro de 2013, fechando com alta de 1,89%. O dólar, por sua vez, recuou 0,57% e caiu para R$ 2,25. Apesar de os números despertarem a atenção dos investidores, a hora é de manter os pés no chão para não correr o risco de perder o patrimônio acumulado a duras penas.

Conforme explica Ivens Filho, consultor da Corretora DX Investimentos, o problema é que não se sabe quanto tempo o otimismo vai durar. Nos últimos meses, a bolsa tem reagido com entusiasmo a qualquer resultado desfavorável à reeleição de Dilma Rousseff, em razão do intervencionismo do governo petista em diversos setores econômicos, como o de energia, e, sobretudo, nas empresas estatais. A qualquer sinal de melhora na popularidade da presidente, os indicadores caem quase instantaneamente.

“Esse não é um bom cenário para investir, principalmente para quem não tem experiência. As ações da Petrobras, por exemplo, chegaram a oscilar 7% de um dia para outro”, observou o consultor. Desde março, os papéis da empresa acumulam valorização superior a 50%. “Entretanto, começar a operar na Bolsa em momento de alta não é aconselhável. Pelo contrário, é hora de retirar o dinheiro”, completou.

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Diversificação

Para os especialistas, com a taxa básica de juros (Selic) nos atuais 11% ao ano, papéis de renda fixa são uma opção interessante. Nesse tipo de aplicação, o investidor conhece antecipadamente a remuneração que irá receber. É o que acontece na caderneta de poupança, nos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, em parte dos fundos de investimento, nas debêntures e nos certificados de depósito bancário (CDB).

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