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Última recessão da economia brasieira ocorreu durante crise de 2009 Turbulência de seis anos atrás começou nos Estados Unidos a partir do efeito dominó decorrente da falência do Lehman Brothers

Diego Amorim

Publicação: 29/08/2014 10:25 Atualização: 29/08/2014 13:25

 (Nicholas Roberts/AFP Photo)

Desde 2009, em meio à crise que levou pânico às economias de todo o mundo, o Brasil não entrava em recessão técnica, ou seja, não apresentava queda em seu crescimento por dois trimestres consecutivos, conforme divulgou na manhã desta sexta-feira (29/8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A crise de 2009 ficou conhecida como "grande recessão". Começou nos Estados Unidos e teve como marco a quebra do banco de investimento Lehman Brothers, em setembro do ano anterior, provocando a falência de diversas outras instituições financeiras em um "efeito dominó" devastador para outras economias.

Na época, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a crise era um "tsunami", mas que, se chegasse ao país, não passaria de uma "marolinha". Em 2009, a economia brasileira encolheu 0,2%, após ter iniciado o ano em recessão, caracterizada pela queda de 3,6% do PIB no quarto trimestre de 2008, seguida de um recuo de 0,8% no primeiro trimestre do ano seguinte.

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A origem da "grande depressão" está na crise imobiliária norte-americana. Qualquer mudança de rumo na maior economia do mundo costuma impactar nos demais mercados, sobretudo nos emergentes como o Brasil.

Entenda

Recessão é quando a economia não apenas para de crescer, como recua. Trata-se de uma fase de contração do ciclo econômico. A chamada “recessão técnica”, termo nascido na década de 1970, é caracterizada quando um país apresenta dois trimestres consecutivos de queda no valor do Produto Interno Bruto (PIB). No Brasil, isso não ocorria desde a crise mundial de 2009. Geralmente , acompanham a recessão um freio no nível da produção e de investimentos, no ritmo das contratações e no consumo das famílias. No caso do Brasil, atualmente, a situação se agrava pelos juros elevados e pela inflação insistentemente no teto da meta.

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