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Setor público registra deficit de R$ 4,7 bilhões no último mês No acumulado do ano, o superavit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) ficou em R$ 24,7 bilhões

Rosana Hessel

Publicação: 29/08/2014 11:00 Atualização: 29/08/2014 12:03

Enquanto a atividade do país patina e a economia brasileira entra em recessão técnica as contas públicas definham. O setor público consolidado registrou um deficit de R$ 4,7 bilhões em julho. É o primeiro deficit desde dezembro de 2001, quando foi iniciada a série.

No acumulado do ano, o superavit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) ficou em R$ 24,7 bilhões menos da metade do saldo positivo de R$ 54,4 bilhões registrado no mesmo período de 2013.

Esse resultado faz com que o governo cumpra menos de 25% da meta de superavit prevista para o ano, de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) ou R$ 99 bilhões. Com isso, o governo da presidente Dilma Rousseff não conseguiu evitar o aumento da dívida pública, que passou de 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB), em junho, para 35,1%, em julho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (29/08) pelo Banco Central.

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“Naturalmente isso (o resultado fiscal) reflete parte de ritmo da atividade e também a desoneração que foi feita nos últimos anos como resposta aos impactos da crise internacional”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. Ele admitiu que será difícil para o governo cumprir a meta este ano e para que ela seja atingida será necessário um “esforço maior do governo nos próximos cinco meses”. Em relação aos atrasos nos repasses de benefícios do Tesouro Nacional para os bancos públicos, ou “pedaladas”, o técnico evitou comentar mas não deixou de demonstrar que isso é ruim para a credibilidade das estatísticas do BC. No entanto, ele sinalizou a necessidade de mais transparência nos números. “Sempre que surgir a oportunidade para fazer aprimoramentos, nós faremos”, afirmou.

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