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"Vamos ter um terceiro trimestre positivo", afirma Guido Mantega

Na avaliação do ministro da Fazenda, a menor quantidade de dias úteis tirou entre 0,2 e 0,3 ponto percentual do PIB do segundo trimestre

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postado em 29/08/2014 12:43 / atualizado em 29/08/2014 14:30

Vicente Nunes /Correio Braziliense

Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou minimizar, nesta sexta-feira (29/8), o péssimo desempenho da economia nos dois primeiros trimestres do ano. No primeiro, houve queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) e, no segundo, retração de 0,6%, caracterizando recessão técnica. Para Mnatega, a economia brasileira foi afetada pela menor quantidade de dias úteis na primeira metade do ano, sobretudo em junho, por causa da Copa do Mundo. No entender dele, o terceiro trimestre será melhor. "No terceiro trimestre vamos ter 10% a mais de dias úteis. É como termos 10% a mais de produção e de comércio", afirmou. "Vamos ter um terceiro trimestre positivo", emendou.

Na avaliação de Mantega, a menor quantidade de dias úteis tirou entre 0,2 e 0,3 ponto percentual do PIB do segundo trimestre. De qualquer forma, ele admitiu que o resultado da economia entre abril e junho ficou aquém das expectativas do governo, e voltou a culpar o cenário internacional, já que regiões importantes, como a Europa, continuam em crise.

Mantega citou ainda problemas localizados no Brasil, como a seca, que acabou aumentando os custos no setor energético e os preços dos alimentos. Ele destacou, inclusive, que os problemas com energia afetaram os investimentos produtivos, que tombaram 5,3% ante os primeiros três meses do ano. O empresariado está inseguro e pessimista em relação à política intervencionista do governo nesse setor.

 
"Na minha opinião, não dá para falar em recessão. Recessão é uma parada prolongada, como ocorreu com os países europeus e ocorre quando há desemprego", avaliou. Ele disse que, no primeiro semestre, o Brasil conseguiu criar 500 mil novas vagas de trabalho.

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Para o ministro, o mercado consumidor interno também deve reagir com a liberação de depósitos compulsórios e outras medidas anunciadas na semana passada pelo Banco Central, com a entrada de mais recursos para financiamento de bens duráveis. “Temos um mercado consumidor crescendo e a inadimplência caindo, com possibilidade de aumentar a demanda”, avaliou o ministro.

Como o resultado do PIB ficou aquém do esperado, Mantega disse que, muito provavelmente, o governo vai ter que rever a meta de crescimento de 1,8% prevista para este ano, mas ele manifestou expectativa de que a revisão do resultado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não confirme a queda. Mantega falou no escritório regional da Presidência da República em São Paulo.

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