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Recessão técnica do Brasil deixa indústria e varejo pessimistas A indústria como um todo registrou queda de 1,5% no segundo trimestre do ano ante os primeiros três meses

Publicação: 29/08/2014 12:51 Atualização: 29/08/2014 15:30

Os empresários estão pessimistas em relação aos rumos da economia brasileira, que entrou em recessão técnica, ao registrar dois trimestres consecutivos de queda: 0,2% no primeiro e 0,6% no segundo. As queixas em relação à política econômica do governo Dilma Rousseff são gerais na indústria e no comércio. Para Altamiro Carvalho, assessor econômico da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), os números apresentados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) "sintetizam temores e equívocos da política econômica ao longo dos últimos dois anos, o que provocou queda da confiança dos investidores", Para ele, "isso sinaliza que vamos continuar nessa trajetória, pois ninguém vai investir num cenário como esse".

Segundo Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), "tivemos um primeiro semestre de baixo movimento e diminuição da atividade industrial, até em função dos feriados". Ele ressaltou que os dados da Abinee mostram que os próximos meses deverão apresentar o mesmo ritmo, ou seja, a economia continuará andando de lado. "O problema é muito profundo, temos um problema cambial que está praticamente inviabilizando uma série de produtos que eram fabricados antes no Brasil", frisou. A indústria como um todo registrou queda de 1,5% no segundo trimestre do ano ante os primeiros três meses.

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Para Cristiano Abijaode Amaral, vice-presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), vários empresas vêm deixando produzir por conta da recessão e vendendo energia. "Mas esse não é o negócio delas", frisou. No entender de Flávio Meneghetti, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, não há nada que indique piora da economia nos próximos meses. "Não acredito que vá além do que já caiu. Minha preocupação é com nível de emprego. É possível pequena recuperação no segundo semestre, se houver reforma na segurança jurídica dos contratos de financiamento para a compra de veículos. Pode ajudar a pelo menos diminuir o ritmo de queda no ano", destacou.

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