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Bancos cortam projeção de crescimento, após divulgação do PIB

Segundo o IBGE, a atividade econômica brasileira acumula retração há dois semestres

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postado em 29/08/2014 15:10

Vicente Nunes /Correio Braziliense

Diante do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro e segundo trimestres, com quedas de 0,2% e 0,6%, respectivamente, o mercado financeiro reduziu as projeções de crescimento para a economia brasileira neste ano. Maior banco privado do Brasil, o Itaú Unibanco prevê avanço entre 0% e 0,2%, ante o 0,6% projetado até a divulgação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que o país está em recessão. O Bradesco, por sua vez, cortou a estimativa de 1% para 0,5%, devido, principalmente, à forte contração dos investimentos produtivos.

Na avaliação da Sul América Investimentos, o PIB brasileiro vai crescer mero 0,2% neste ano, que pode ser o último da gestão da presidente Dilma Rousseff, em vez de 0,7% projetado anteriormente. Para o Banco Fibra, a variação do PIB em 2014 será zero. Ou seja, mesmo com Copa do Mundo, com investimentos na construção de estádios e de milhares de turistas no país, a economia brasileira não decolou. Para a MB Associados, o avanço será de 0,5% ante 0,6% esperado até hoje.

Supondo que o crescimento do PIB deste ano fique em 0,5%, o incremento médio durante o governo Dilma Rousseff será de 1,57%. Será o pior resultado desde a administração Collor de Mello, que foi retirada do poder por corrupção. Levando-se em conta os períodos democráticos, o avanço do PIB no governo Dilma só será maior do que o computado na era Collor e durante o mandato de Floriano Peixoto.

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