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Monsanto sofre denúncia por 'abuso de posição dominante' na Argentina

Denúncia é contra as condições que a Monsanto "impõe a todo aquele que adquirir, multiplicar, plantar, distribuir, comercializar, ou reservar sementes para plantação própria"

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postado em 01/09/2014 19:43

France Presse

Buenos Aires - Organizações de produtores, coletores e plantadores da Argentina irão denunciar a companhia norte-americana Monsanto na Comissão Nacional de Defesa da Concorrência por "abuso de posição dominante" - anunciaram as entidades nesta segunda-feira (1/9), em um comunicado de imprensa.

A denúncia é contra as condições que a Monsanto "impõe a todo aquele que adquirir, multiplicar, plantar, distribuir, comercializar, ou reservar sementes para plantação própria, ou utilizar variedades de sementes", explica a Federação de Cooperativas Federadas (FeCoFe), integrada por pequenos e médios proprietários.

"A conduta da Monsanto constitui um claro abuso de sua posição dominante no mercado", insiste a FeCoFe, em nota conjunta de organizações de plantadores e de engenheiros agrônomos.

A Argentina é um dos maiores fornecedores mundiais de soja, trigo e óleos derivados de cereais. Há cerca de 800 pequenas e médias empresas multiplicadoras de sementes no país.

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A Monsanto é um produtor mundial de agroquímicos e organismos geneticamente modificados, que têm sua utilização autorizada e muito desenvolvida na Argentina, apesar das críticas e das denúncias de ambientalistas.

"Os contratos feitos pela Monsanto são uma ferramenta que aumenta a concentração, não apenas no sentido de manter o controle e o desenvolvimento tecnológico como também de manter o controle do comércio e do desenvolvimento do setor agropecuário da Argentina", afirmou Esteban Motta, da FeCoFe.

"Essas práticas são discriminatórias e dificultam a permanência em um mercado de múltiplos atores", acrescentou a federação.

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