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Bovespa: investidor embolsa ganho com ações valorizadas nas últimas sessões Evolução do quadro político determinará movimentos futuro

Diego Amorim

Publicação: 04/09/2014 09:23 Atualização: 04/09/2014 10:49

A desvalorização de ações da Petrobras e do Banco Brasil, com queda de mais de 3%, marcou a 'Ccorreção' na Bolsa, após vários dias seguidos de alta (Spencer Platt/Getty Images)
A desvalorização de ações da Petrobras e do Banco Brasil, com queda de mais de 3%, marcou a "Ccorreção" na Bolsa, após vários dias seguidos de alta


Ainda flertando com os desdobramentos do cenário político a um mês das eleições, o mercado financeiro conteve ontem um pouco da euforia, levando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a fechar perto da estabilidade, com queda de 0,1%. O resultado mais moderado, apesar do alto volume negociado — 61.895 pontos —, veio no dia seguinte à nova máxima do ano, puxada pela maior possibilidade de segundo turno, conforme pesquisas de intenção de voto.

A desvalorização de ações da Petrobras e do Banco Brasil, com queda de mais de 3%, marcou a “correção” na Bolsa, após vários dias seguidos de alta. Analistas disseram que a sessão de ontem serviu principalmente para os investidores venderem os papéis dessas empresas e embolsarem lucros recentes. Desde o início da corrida presidencial, todos os movimentos no mercado até aqui têm sido no sentido de deixar clara uma expectativa de interrupção da atual política econômica do país.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa, chegou a cair mais de 1% durante o dia, antes de reduzir as perdas sob influência da divulgação do Livro Bege, um resumo da economia norte-americana nas últimas semanas. O crescimento “modesto a moderado” dos Estados Unidos, segundo indica o documento, mantém os estímulos do Federal Reserve, o banco central americano, e continua favorecendo os mercados emergentes. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,06%.

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O comportamento dos investidores está dentro do esperado, na opinião do economista-chefe da Canepa Asset, Alexandre Póvoa. “Se a perspectiva de mudança de governo for se confirmando, o mercado tende a continuar apresentando uma melhora. Caso as pesquisas passem a indicar um eventual segundo turno mais disputado, a Bolsa pode recuar”, comentou ele, reforçando o peso das eleições na recente valorização média das ações.

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