Economia

Petróleo em queda pode ajudar a conter a inflação e anima o Banco Central

BC aposta que recuo da cotação internacional barateará produção de plásticos, fertilizantes, conservantes e, consequentemente, dos setores alimentício, de construção civil e de veículos. Desvalorização do real, no entanto, deve frustrar expectativa

Rodolfo Costa
postado em 09/02/2016 07:10
Plataforma de extração: abundância mundial da oferta da commodity e recuo da demanda derrubaram preço do óleo em todo o mundo

O recuo do preço do petróleo está animando o Banco Central. Com dificuldades para controlar a inflação, a autoridade monetária conta com a crise da commodity no mercado externo para levar a carestia para abaixo do teto da meta, de 6,5%. Como o impacto do ;ouro negro; na economia não se restringe apenas aos combustíveis, a expectativa é de que essa queda seja repassada ao longo da cadeia produtiva para os mais diversos itens que têm derivados do petróleo na composição.

;O impacto não virá de forma imediata, mas deve ser visível ainda no primeiro semestre;, avalia um graduado técnico do BC. Na opinião do economista Fábio Silveira, diretor de pesquisas econômicas da consultoria GO Associados, o valor mais baixo de commodities favorecerá a desaceleração dos preços no segundo trimestre. ;Com o petróleo não é diferente. Uma série de insumos derivados tendem a ter uma pressão menor;, diz.

No ano passado, o petróleo acumulou uma queda de 35%. Em janeiro, o cenário não foi diferente. O barril atingiu US$ 27 ; cotação que não era registrada desde 2003. Esse movimento acontece porque há uma grande oferta do produto no mercado, mas, em contrapartida, a demanda está caindo.

Quando o petróleo estava valorizado, houve um grande investimento de países produtores em novas áreas de exploração. Agora, com a contração da economia mundial, em especial da China ; segundo maior consumidor e maior importador mundial da commodity ;, a quantidade de barris no mercado está muito superior à demanda.

Para especialistas dos setores químico e petroquímico, a maior incógnita sobre o efeito da redução da cotação do petróleo na cadeia produtiva não é quando ocorrerá, mas em que nível afetará o mercado consumidor final. Ainda que os valores do barril estejam em queda, o dólar continua em patamares elevados, ressalta a diretora de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fátima Giovanna Coviello Ferreira.

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