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Oliver Hart e Bengt Holmstrom vencem o Prêmio Nobel de Economia

Em comunicado, a Real Academia destacou que as novas ferramentas teóricas criadas por eles são valiosas para a compreensão dos contratos e instituições da vida real

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postado em 10/10/2016 07:29 / atualizado em 10/10/2016 08:13

France Presse

Jonathan Nackstrand/AFP

Estocolmo, Suécia - O britânico-americano Oliver Hart e o finlandês Bengt Holmstrom foram anunciados nesta segunda-feira como os vencedores do prêmio Nobel de Economia por seus trabalhos sobre a teoria dos contratos. "Os premiados deste ano desenvolveram a teoria dos contratos, um amplo marco de análises dos múltiplos aspectos do contrato, como a remuneração dos executivos com base em sua performance, as franquias, os co-pagamentos nos seguros ou a privatização das atividades do setor público", explicou o júri.

Oliver Hart, nascido em 1948 em Londres, obteve seu doutorado na universidade americana de Princeton em 1974. Atualmente ensina economia em Harvard.

Bengt Holmström, nascido em 1949 em Helsinque, é formado pela universidade californiana de Stanford e ensina no Massachusetts Institute of Technology (MIT). "Estou agradecido ao comitê" Nobel, reagiu Bengt Holmström, membro estrangeiro da Academia Real de Ciências da Suécia, que entrega o prêmio Nobel de Economia.

O prêmio foi concedido no ano passado a Angus Deaton, também britânico-americano, por sua análise dos padrões do consumo, da pobreza e do bem-estar, e sua demonstração de que o acúmulo de riqueza não é necessariamente paralelo à melhora do bem-estar. O prêmio de economia, oficialmente denominado "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", é o penúltimo desta temporada Nobel, depois dos de medicina, física e química anunciados em Estocolmo, e do Nobel da paz anunciado na sexta-feira passada em Oslo.

O nome do premiado com o Nobel de literatura será anunciado na quinta-feira.


Confira a lista dos últimos 10 vencedores do Prêmio Nobel de Economia

2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.

2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar".

2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação".

2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.

2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.

2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos.

2010: Peter Diamond e Dale Mortensen (Estados Unidos), Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.

2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.

2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre o comércio internacional.

2007: Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson (Estados Unidos), por seus trabalhos baseados nos mecanismos de intercâmbio destinados a melhorar o financiamento dos mercados.

Este prêmio, oficialmente denominado "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", é o único que não estava previsto no testamento do inventor sueco da dinamite.

Foi instituído em 1968 pelo Banco Central da Suécia e concedido pela primeira vez em 1969. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vem em 1901.

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