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Educação financeira: exemplo dos pais é principal referência para crianças

Pais precisam dar exemplo e ensinar as crianças a lidarem com dinheiro. É importante que tenham noção de como está o orçamento doméstico, ajudem a fazer economia e saibam como gastar o que ganham. Especialistas são favoráveis à adoção de mesada

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Luís Nova/Esp. CB/D.A Press


A organização financeira é um dos pilares para uma vida com menos complicações. Transmitir os valores e cuidados com o orçamento às crianças é um dever que a sociedade tem com as próximas gerações. Afinal, muitos dos endividados de hoje são pessoas que, há alguns anos ou até décadas, não tiveram o conhecimento adequado para lidar com o dinheiro. Para evitar que o sorriso infantil dê espaço a lamentações e arrependimentos com despesas no futuro, é imprescindível que os pais transmitam para os filhos ensinamentos sobre as melhores formas de lidar com o bolso. E isso deve necessariamente passar por uma educação dos próprios familiares, que precisam desde já dar bons exemplos de como gastar de forma inteligente os recursos disponíveis.

Não é difícil educar uma criança sobre a melhor forma de usar o dinheiro. Pais bem organizados e equilibrados financeiramente tenderão a dar bons exemplos que serão copiados pelos filhos, destaca o consultor financeiro Rogério Olegário, diretor executivo da Libratta Finanças Pessoais. “As crianças copiam os modelos dos pais em todos os aspectos, inclusive os financeiros. Não adianta o pai gastar sem cuidado e querer que os filhos sejam diferentes. Por isso, antes de tudo, é fundamental o bom exemplo, que fala mais alto do que qualquer outro ensinamento”, ressaltou.

Ferramenta

A pesquisa de preços é uma das ferramentas usadas pela designer de interiores Daiana Pontes, 29 anos, para ensinar o filho, Ian, 7, a dar valor ao dinheiro. “O levo toda vez que vou comprar um brinquedo ou roupa porque quero mostrar para ele que é fundamental fazer economia. Comparamos os custos em, pelo menos, três lojas diferentes porque procuro o que ele quer, mas a um preço mais barato”, disse.

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No início, a criança não entendia muito bem o porquê de tantas idas e vindas a lojas diferentes, mas, hoje, não questiona mais. “Ele está mais consciente e não reclama. Entende que não sabemos como estará a nossa vida amanhã e por isso é preciso poupar. Tanto que procura preservar bem o que é dele”, afirmou.

O hábito da mesada é outro recurso utilizado por responsáveis para que as crianças aprendam, desde cedo, a usar conscientemente o dinheiro. É o caso da balconista Nathalia Maria Freitas Maia, 27 anos, que aplica a ideia com a filha, Estephany, 8. Ela fez uma placa e anotou as obrigações que a filha tem que cumprir todos os meses, como arrumar o quarto, deixar o banheiro limpo e fazer deveres de casa. Cada tarefa tem um valor específico. Ao fim do mês, ela confere o que a filha fez e deixou de fazer e desconta da mesada o valor do que não foi realizado.

“É um ensinamento ótimo para a criança perceber que o dinheiro não vem de forma fácil. Ela vai ver que é preciso trabalhar duro para conseguir o que valoriza”, destacou. A forma de ensino da mãe é aprovado por Estephany, que consegue por mês até R$ 50 para usar como quiser. “Eu uso para comprar açaí, colar, pulseira e também para comprar presente para a minha prima”, contou.

Comportamentos

Não há dúvidas de que os ensinamentos econômicos que os pais tentam repassar aos filhos são feitos com a melhor das intenções. Mas nem todos são boas opções, avalia a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Marcela Kawauti. O exemplo de atrelar o recebimento da mesada a afazeres domésticos — ou mesmo a um bom comportamento ou boas notas na escola —, é, para ela, equivocado.

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