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Previsão de deficit primário em 2017 sobe a R$ 145,387 bilhões

Para 2016, no entanto, as expectativas melhoraram um pouco, para um rombo de R$ 159,883 bilhões

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postado em 13/10/2016 10:42

Agência Estado

A despeito da leve melhora em relação ao quadro fiscal em 2016, os analistas do mercado financeiro não acreditam que o governo vá cumprir a meta fiscal no ano que vem, que é de deficit de R$ 139 bilhões. As estimativas de setembro do Prisma Fiscal, divulgadas nesta quinta-feira (13/10) pelo Ministério da Fazenda, mostram que os economistas projetam resultado negativo de R$ 145,387 bilhões em 2017.

Este é o segundo mês seguido em que os analistas projetam um rombo maior para o Governo Central (que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) do que a meta para o ano que vem. Nas previsões de agosto, o déficit esperado era de R$ 140,157 bilhões.

Para 2016, no entanto, as expectativas melhoraram um pouco, para um rombo de R$ 159,883 bilhões. No mês passado, as projeções indicavam déficit de R$ 160,378 bilhões neste ano. A meta oficial do governo permite um resultado negativo de até R$ 170,5 bilhões. Nas projeções mensais para o último trimestre deste ano, houve movimentos distintos. Em relação ao resultado primário de outubro, a expectativa de déficit piorou, de R$ 12,756 bilhões para R$ 13,396 bilhões.

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Já os resultados esperados para novembro e dezembro melhoraram. A recuperação mais significativa foi no mês de novembro, quando o déficit projetado é de R$ 22,702 bilhões, e não mais de R$ 27,351 bilhões. Em dezembro, a expectativa passou de um resultado negativo de R$ 25,774 bilhões para R$ 25,758 bilhões.

Receitas
Neste ano, os analistas esperam agora que a receita líquida some R$ 1,078 trilhão, um pouco menos do R$ 1,082 trilhão que esperavam em agosto. A previsão de arrecadação subiu levemente neste relatório (R$ 135 milhões), mas continuou na casa de R$ 1,269 trilhão.

A estimativa para a despesa total neste ano, por sua vez, diminuiu de R$ 1,241 trilhão para R$ 1,237 trilhão. Enquanto isso, o mercado manteve previsão para a dívida bruta de 2016 em 73,50% do Produto Interno Bruto (PIB).

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