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Universidade Federal de Pelotas investiga denúncia de fraudes em cotas

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postado em 01/11/2016 17:33 / atualizado em 01/11/2016 19:29

Dos 27 alunos de medicina da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, que foram denunciados por fraude no sistema de cotas para negros, apenas dois causaram dúvidas na Comissão responsável por analisar informações e entrevistar os envolvidos.

Em entrevista ao Correio, um dos membros da bancada afirmou que 25 estudantes não se encaixam no perfil de pardo, como se autodeclararam na matrícula. O relatório final será entregue à reitoria na próxima semana. As suspeitas de fraudes foram apontadas pelo Coletivo Setorial de Negros e Negras, ligado à UFPel, após denúncias de universitários.

 

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O diretor-executivo da ONG Educafro, Frei David Santos, a situação em Pelotas servirá de exemplo para as demais instituições de ensino do país e que diminuirá as tentativas de fraudes nas cotas raciais. “Esse era o fato que faltava para que todas as universidades brasileiras sigam de exemplo, o fato concreto de tirar possíveis fraudadores e colocar negros no espaço”, afirmou.

O diretor afirmou que, se as expulsões dos alunos forem concretizadas, acionará o Ministério Público Federal para que providências judiciais cabíveis ao caso. “As instituições brasileiras devem ser espaço de cidadania, honestidade e ética. Agora, com a medida da Federal de Pelotas sinalizam que não vale a pena fraudar cotas”, ressaltou.

De acordo com membro da comissão, a expectativa é que a reitoria acate a proposta da Comissão e que as vagas que forem abertas com o possível cancelamento de matrículas, após o relatório final, sejam ocupados por estudantes negros que estejam cursando ou trancaram o curso em universidades privadas.

Em média, ingressam 90 alunos por ano na Faculdade de Medicina da UFPEl, sendo que 25% das vagas são destinadas para preenchimento de negros, pardos ou indígenas e outros 25% para pessoas de baixa renda.

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