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Efeito Trump eleva dólar e derruba bolsas de valores no Brasil e nos EUA

O mercado também está preocupado com a possibilidade de o Federal Reserve (banco central norte-americano) aumentar a taxa de juros nos Estados Unidos, o que atrairia capitais de países emergentes para os EUA. O órgão anunciará uma decisão em reunião que será concluída hoje, mas a expectativa é que a alta ficará para o mês que vem. "O mercado já considera que não haverá aumento em novembro; a expectativa é que suba 0,25% em dezembro", afirma André Leite, da TAG Investimentos.

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Spencer Platt/Getty Images/AFP - 5/7/16


O aumento da possibilidade de o candidato republicano Donald Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos levou a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), ontem, a viver o pior pregão desde 13 de setembro, após um longo período de alta. O principal índice de lucratividade da bolsa, o Ibovespa, caiu 2,46% e terminou o dia a 63.326 pontos. Enquanto isso, o dólar disparou, fechando em alta de 1,61%, a R$ 3,241 para venda.

A reversão aconteceu após divulgação de pesquisa eleitoral da ABC News, em parceria com o jornal The Washington Post, que mostrou 46% das intenções de voto em Trump contra 45% na democrata Hillary Clinton. Foi a primeira vez que o candidato apareceu na liderança desde maio. Na divulgação anterior, feita na última quinta-feira, a democrata tinha 47% das preferências e Trump, 45%. A subida do republicano nas pesquisas derrubou também as bolsas norte-americanas. Em Nova York, o Índice Dow Jones caiu 0,58% e o Standard & Poor’s recuou 0,68%.

“Todos os ativos globais foram precificados por conta da pesquisa. O mercado acredita que Trump seria a pior opção”, disse o economista André Leite, sócio da TAG investimentos. A consequência de uma possível vitória do republicano seria o aumento de riscos políticos e econômicos e de volatilidade nos mercados. Já Hillary é vista como uma continuação do governo Obama, o que traz certa tranquilidade aos investidores.

 

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