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Redução nos valores do combustível dá alívio na inflação

Corte nos preços dos combustíveis, anunciado pela Petrobras nesta semana, ajudará a segurar os custos de transporte, que subiram 0,75% no mês passado. Alta ficou bem acima do IPCA, que cresceu 0,26%, a menor taxa para o período desde 2000

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postado em 10/11/2016 06:00

Antonio Temóteo

 A redução do preço dos combustíveis, anunciada pela Petrobras na última terça-feira, vai contribuir para esfriar a inflação neste fim de ano. Se, por um lado, a alta do etanol tem pressionado o preço da gasolina, por outro, o corte de 3,1% no preço do derivado de petróleo ajudará a segurar os custos de transporte, classe de despesas que mais subiu em outubro, com alta de 0,75%. Apesar desse impulso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,26% no mês passado, a menor para o período desde 2000, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em outubro, o litro do etanol aumentou, em média, 6,09%. Isso provocou elevação de 1,22% no preço da gasolina, que tem 27% de álcool na sua composição. Sem a redução de preços anunciada pela Petrobras, analistas acreditam que os dois produtos voltariam a pressionar os custos de transporte no último bimestre, gerando inflação maior.

O economista-chefe da MacroAgro Consultoria Econômica, Carlos Thadeu Gomes Filho, avaliou que o efeito da redução da gasolina será mitigado pela alta do etanol, mas também pelo recuo nas vendas de combustíveis. “Os varejistas devem repor um pouco de margem em decorrência dessa queda. Mas não fosse pela Petrobras, os preços poderiam até subir”, avaliou ele, que prevê estabilidade nas despesas com gasolina. A previsão é compartilhada pelo economista Fábio Silveira, sócio-diretor da MacroSector. “Com essa redução adicional da gasolina, devemos ter uma menor pressão sobre o IPCA em dezembro. Com isso, a inflação daquele mês deve ser modesta, abaixo de 0,30% novamente”, projetou.

 

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