SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Sem investimentos, país perde 74 mil vagas com carteira assinada em outubro

Fechamento de postos de trabalho, anunciado pelo Ministério do Trabalho, mostra que empresas ainda não têm confiança para desengavetar projetos

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 25/11/2016 06:00 / atualizado em 25/11/2016 00:32

Alessandra Azevedo , Vera Batista

Carlos Vieira/CB/D.A. Press


O Brasil continua tendo mais demissões do que contratações. Em outubro, o país perdeu 74,7 mil postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nessa quinta-feira (24/11) pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social. Foi o 19º mês seguido de fechamento de vagas formais. Nos últimos 12 meses terminados em outubro, o saldo é de 1,5 milhão de postos de trabalho suprimidos.

Apesar de negativo, o balanço do mês passado foi melhor que o de outubro de 2015, que teve 169 mil vagas fechadas, o pior resultado para a série histórica do Caged, iniciada em 1992. Já na comparação com setembro deste ano, quando o país perdeu 32 mil postos, outubro teve baixa de 0,3% no estoque de empregos formais.

A queda em relação a setembro, no entanto, já era esperada, afirma o coordenador geral de Estatísticas do Trabalho, do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães. “É sazonal. A trajetória anual, com raras exceções, mostra agosto e setembro como melhores resultados do ano. A gente tinha pouca esperança que outubro estivesse pior que setembro”, disse ele.

Segundo Magalhães, o último trimestre costuma ter os piores resultados. Prova disso é que, nos últimos 12 meses, dezembro teve o pior saldo de empregos, com 596 mil demissões a mais que contratações. “Dezembro costuma ser negativo mesmo quando não estamos em crise. É o mês em que as empresas fazem os ajustes de pessoal e demitem algumas pessoas”, explicou o coordenador.

 

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui 

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade