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Comércio eletrônico no Black Friday deve faturar R$ 53,5 bilhões

A expansão do comércio digital em datas como a de hoje revigora o mercado e quebra preconceitos

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Hugo Gonçalves/Esp.CB/D.A Press


Potencial não falta para a Black Friday se desenvolver no Brasil. Embora a expectativa de crescimento do volume de vendas seja menor este ano, a data deve manter uma alta acima dos dois dígitos, ao longo dos próximos anos, puxado em grande parte pelo próprio crescimento do e-commerce e do ingresso de novos e-consumidores.

Somente em 2016, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) espera um faturamento de R$ 53,5 bilhões. Se confirmado, o valor apresentará uma alta de 11% em relação ao ano anterior.

O mesmo avanço também é previsto para o número de consumidores que compram, ao menos uma vez por ano, no comércio eletrônico.

A ABComm acredita que serão 39,6 milhões de e-shoppers este ano, o que representaria um crescimento de 6,45% em comparação a 2015.

Para 2019, a expectativa é de que 52,7 milhões de pessoas comprem no e-commerce, ano em que o faturamento do setor deve cravar em R$ 79,2 bilhões.

Com avanço do volume de vendas e de novos compradores, é uma prova de que a Black Friday ainda tem muito espaço a ganhar no mercado brasileiro, avalia o presidente da ABComm, Maurício Salvador.

“O movimento de compras online é global, independente de crises”, justifica. Há, na opinião dele, fatores como preço, comodidade e sortimento ajudam a explicar o “boom” do e-commerce e da Black Friday. Mesmo em dias normais, produtos vendidos na internet já são, em média, 15% mais baratos do que no varejo físico.

Em datas como a de hoje, esse efeito se intensifica. “Principalmente porque a barreira da confiança em relação às compras online já foi quebrada no Brasil. Embora os problemas de fraude ainda sejam recorrentes, as pessoas já aprenderam a consumir pela internet”, pondera.

Confiança
No entanto, há meios de expandir ainda mais a Black Friday no Brasil. Para Salvador, isso passará necessariamente por uma melhora na qualidade da internet. “Esse fator está diretamente relacionado ao aumento das compras online. A penetração de internet é de 50%, enquanto em um mercado como o dos Estados Unidos, chega a 80%. Conforme a população brasileira tenha acesso, naturalmente vai adquirir confiança para comprar”, diz.

Além da internet, especialistas acreditam que é necessário um processo de crescimento sustentável do próprio Produto Interno Bruto (PIB), de investimento em infraestrutura e do acesso à bancarização. Com mais pessoas dispondo de conta bancária e cartão de crédito, em um cenário de menor aperto nos orçamentos que alavanque o consumo das famílias, será possível que mais pessoas gastem com compras na internet e no varejo físico.

No comércio físico, as expectativas também são boas. Prova disso é que, em vez de apenas um dia de promoção, muitos lojistas estão derrubando os preços em toda a semana da Black Friday, e até se estendendo para depois da sexta. É o caso do comércio calçadista gerenciado por Erivelton Gomes, 41 anos: “O evento já virou uma tradição no comércio e começa bem antes de hoje”.

Na loja administrada por ele, os descontos variam entre 20% a 70%, dependendo do produto. “Pelo movimento de consumidores nos últimos dias, imagino que as negociações serão maiores que no ano passado. Nossa expectativa é que as vendas aumentem cerca de 30% em relação a dias normais.”

R$ 53,5 bilhões
Previsão de faturamento do e-commerce no Brasil




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