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Enel compra a Celg-D por R$ 2,187 bilhões

Grupo italiano foi o único a apresentar proposta no leilão de privatização da companhia de energia goiana, com ágio de quase R$ 400 milhões

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postado em 01/12/2016 06:00

Simone Kafruni

Única empresa a apresentar proposta no leilão de privatização da distribuidora de energia de Goiás, a Enel Brasil, subsidiária do grupo italiano Enel, arrematou 94,8% do capital social da Celg-D por R$ 2,187 bilhões, quase R$ 400 milhões a mais do que o preço-mínimo estipulado, de R$ 1,791 bilhão. O certame foi realizado ontem pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com a compra da Celg, a base de clientes da Enel no Brasil passará dos atuais 7 milhões para 10 milhões. O número de clientes do Grupo Enel em nível global alcançará cerca de 65 milhões. “Estamos muito felizes por termos sido selecionados pelas autoridades brasileiras para a compra de uma distribuidora de energia tão importante”, afirmou o presidente da Enel, Francesco Starace.

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“Goiás é um mercado excelente, no coração do agronegócio brasileiro, que oferece oportunidades de crescimento muito boas. A Celg é um investimento sólido e estamos ansiosos para começar a trabalhar na companhia, de forma a crescer no mercado brasileiro de distribuição, aproveitando ao máximo as sinergias existentes no Grupo, além de criar novas”, acrescentou o executivo.

Na avaliação de Mikio Kawai Jr., diretor executivo do Grupo Safira Energia, a oferta foi surpreendente, sobretudo considerando que o primeiro leilão da Celg-D, marcado para agosto, foi cancelado por falta de interessados. A redução do preço-mínimo, que antes era de R$ 2,8 bilhões, e a Medida Provisória 735, que facilita as privatizações, motivaram o grupo italiano, na opinião de Mikio.

“A Enel tem vários empreendimentos em geração de energia renovável, além de distribuidoras no Rio de Janeiro (Ampla) e no Ceará (Coelce). A MP 735 deu a segurança jurídica que faltava. Mas foi uma surpresa positiva. Eu não acreditava em um ágio de quase R$ 400 milhões”, afirmou.

Para Mikio, isso é um sinalizador positivo para as futuras concessões e privatizações, já que a Celg foi a primeira venda na administração Michel Temer. “O governo começou pelo melhor ativo, com mais capacidade de retorno por conta do mercado de Goiás ser maior do que o das distribuidoras do Norte, que também serão privatizadas”, avaliou. “O governo aprendeu com  os leilões de sala vazia”, emendou.

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