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Recessão se aprofunda e atinge os principais setores da economia

É a sétima queda consecutiva da atividade, a pior desde 1996

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postado em 01/12/2016 06:10

Rosana Hessel

Rio de Janeiro — A recessão em que o país está mergulhado resiste. O Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,8% no terceiro trimestre em comparação com os três meses anteriores, com ajuste sazonal, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem. Essa é a sétima queda seguida da atividade nessa base de comparação, o maior período de redução já registrado desde o início da série histórica, em 1996. Em relação ao mesmo período de 2015, o tombo foi de 2,9%, e no acumulado de quatro trimestres, a retração foi maior, de 4,4%.

A queda foi generalizada. Nem a agropecuária, que costumava salvar o PIB, teve resultado positivo. Recuou 1,3% de julho a setembro e despencou  5,6% em quatro trimestres. A indústria continua patinando sem dar sinais de recuperação e encolheu 1,4% no trimestre e 5,4% no acumulado em 12 meses. A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, lembra que em 2014, último ano em que houve crescimento, o setor de serviços e o consumo das famílias ainda estavam em alta. “No ano passado, a queda se disseminou, mas a agropecuária ainda resistia”, disse.

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Ela destacou que o desempenho da atividade econômica está relacionado ao consumo — com peso de 64% —, que caiu 0,6% no terceiro trimestre, e ao investimento, que passou de 18,2% do PIB, em 2015, para 16,3% neste ano. Este é o menor patamar desde 2003, quando foi de 16,3%. A taxa de poupança do país também encolheu, mas o tombo foi menor que o dos investimentos. Passou de 15,3% do PIB de julho a setembro de 2015 para 15,1% do PIB no mesmo período deste ano, o pior resultado desde 2010.

Investimento


A técnica do IBGE destacou que a necessidade de investimento do país no terceiro trimestre alcançou R$ 21,9 bilhões, valor R$ 17,3 bilhões menor que os R$ 39,2 bilhões registrados em 2015. “Essa queda, basicamente, ocorreu devido à melhora do saldo externo de comércio e serviços, que tiveram contribuição positiva. E isso fez com que a economia brasileira necessitasse de menos recursos externos para se manter”, explicou.

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