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PIB baixo provoca revisão do crescimento econômico para 2017

Diante do resultado da atividade econômica do terceiro trimestre, economistas alteram projeções para o ano que vem; há quem aposte em queda de 0,2%

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postado em 02/12/2016 06:00 / atualizado em 01/12/2016 22:59

Rosana Hessel

Rafael Cusato/Divulgação - 15/3/13


A queda de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, acima do recuo de 0,5% dos três meses anteriores, mostrou que a economia continua muito fraca e as perspectivas para 2017 não são nada animadoras. Todos os setores que compõem o índice de atividade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram retração, e a onda de piora nas previsões começou.

A equipe de macroeconomia liderada por Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria, revisou as projeções após o resultado ruim do PIB. Para o quarto trimestre, a alta de 0,2% passou para queda de 0,2%. E as estimativas de alta de 1,5% em 2017 passaram para apenas 0,7%. “A maioria está cortando as projeções. Não vai ser fácil para o país crescer 0,7% no ano que vem, porque isso exigirá uma expansão de 0,6% por trimestre”, explicou. Pelas contas dela, ainda tem o efeito estatístico do PIB de 2017, com um carregamento negativo de 0,7%. “Vai ser desafiador o PIB do ano que vem”, emendou.

Um dos dados que mais surpreendeu analistas foi o tombo de 3,1% nos investimentos no período de julho a setembro na comparação com o de abril a maio, mostrando que o principal motor para a retomada da atividade econômica está mais fraco do que nunca, não devendo se recuperar tão cedo. A taxa em relação ao PIB ficou em 16,5%, o menor patamar para os terceiros trimestres desde 2003, quando ficou em 16,3% do PIB. “Ninguém esperava uma redução tão grande nos investimentos, mas o desempenho do PIB, de forma geral, ficou dentro do esperado”, destacou o economista Braulio Borges, da LCA Consultores, que prevê zero de variação no quarto trimestre e mantém, por enquanto, 1,1% como previsão de crescimento em 2017.

 

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