Banco Central não descarta corte na Selic superior a 1 ponto percentual

A extensão do ciclo de flexibilização monetária, segundo os diretores, dependerá das estimativas da taxa de juros estrutural da economia, que seguirão sendo reavaliadas pelo Copom

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postado em 18/04/2017 09:05

A diretoria colegiada do Banco Central (BC) não descartou intensificar ainda mais o corte da taxa básica de juros (Selic). Na decisão de reduzir a taxa em 1 ponto percentual, de 12,25% ao ano para 11,25%, os diretores cogitaram um ritmo maior de diminuição, segundo o comunicado da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada.

“Os membros do Comitê ponderaram sobre o grau do ciclo desejado”, destacou o documento. Por um lado, havia o argumento de que a evolução da conjuntura econômica já permitiria uma intensificação do ritmo de flexibilização monetária maior do que a decidida. “Por outro lado, os membros do Copom também argumentaram que, dado o caráter prospectivo da condução da política monetária, a continuidade das incertezas e dos fatores de risco que ainda pairam sobre a economia tornaria mais adequada a manutenção do ritmo imprimido nessa reunião (de 1 ponto).”

Para as próximas reuniões, a tendência dos diretores é que o corte se mantenha no ritmo atual. “Essa intensificação moderada em relação ao ritmo das reuniões de janeiro e fevereiro mostra-se, no momento, adequada. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária é compatível com o processo de flexibilização monetária”, apontou o comunicado.

A extensão do ciclo de flexibilização monetária, segundo os diretores, dependerá das estimativas da taxa de juros estrutural da economia, que seguirão sendo reavaliadas pelo Copom, além de “avaliações sobre a evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco mencionados e das projeções e expectativas de inflação.”

O BC, no entanto, não descarta um ritmo maior de corte se a economia não entrar no esperado ritmo de reação positiva da atividade. “O ritmo de flexibilização monetária dependerá da extensão do ciclo pretendido e do grau de sua antecipação, que por sua vez, dependerá da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco mencionados, e das projeções e expectativas de inflação. O Comitê considera o atual ritmo adequado, entretanto, a atual conjuntura econômica recomenda monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo.”

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