Sindicalistas invadem a Câmara dos Deputados contra Reforma da Previdência

Policias são contra a PEC que altera as regras de aposentadoria

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postado em 18/04/2017 15:53 / atualizado em 18/04/2017 18:03

Alessandra Azevedo/CB/ DA Press
Policiais Civis e Federais que protestam nesta terça-feira (18/4) em frente ao Congresso Nacional contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência tentaram invadir a entrada principal da Câmara dos Deputados no começo da tarde. Com os ânimos exaltados, vidraças foram quebradas e a Polícia Legislativa teve de intervir, causando um princípio de confronto.
 
Parte dos policiais que protestam passou a se aglomerar por volta das 15h na entrada da chapelaria, por onde costumam entrar os deputados. Os manifestantes começaram a pressionar as vidraças da portaria, chegando a quebrar várias vidraças. Alguns chegaram a invadir o local, quando foram dispersados por por policiais legislativos que revidaram com gases lacrimogêneos e sprays de pimentas.
 
 
Nesse momento, os manifestantes estão tentando invadir a Casa pelo Salão Negro da Câmara. Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapes), cerca de 1000 policiais federais protestam no local. Uma comissão de sete policiais foi formada e se dirigiu para o gabinete do Secretário Geral. Ainda não há informações sobre o que eles fariam no local.
 
Luis Boudens, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapes), disse que foi protocolado um pedido para a retirada do deputado Arthur Maia (PPS-BA) da relatoria da PEC 287, que trata das mudanças nas regras previdenciárias. Segundo ele, o deputado perdeu a legitimidade de protagonizar um papel importante no debate em torno da reforma da Previdência por ter sido citado na delação da Odebrecht.
 
Mais cedo, a diretora do Sindicato de Policiais Civis do Ceará, Thelma Pacheco, também informou que um grupo de policiais pretendia apresentar um pedido de abertura de processo disciplinar e cassação de mandato contra o parlamentar.
 
Pedido de pedido de abertura de processo disciplinar e cassação de mandato contra Arthur Maia (PPS-BA)
O documento, ao qual o Correio teve acesso, é assinado por um Policial Civil e afirma que Arthur Maia não manteve o decoro ao aceitar relatar a PEC mesmo sua campanha eleitoral de 2014 tendo sido financiada por empresas de previdência privada. O artigo 5º da Constituição caracteriza como quebra de decoro o parlamentar que relata proposições de interesse de empresas que "tenham contribuido para o financiamento de sua campanha eleitoral". Na época, o deputado reiterou que os repasses foram legais e que não via “qualquer tipo de interesse conflitante que possa surgir a partir daí”.
 
 
 
 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Edison
Edison - 19 de Abril às 11:17
Conforme ontem, hoje podemos afirmar que através de ações de vandalismo grupos de interesse corporativos é que vão definir o que é bom para o Brasil. Isto que chamo de evolução e representatividade brasileira, além é claro do sentimento de igualdade previsto na nossa Constituição. Lembrem-se que a mídia no Brasil diz que o mal é o policial que mata o bandido, e que o bandido que mata qualquer um, seja policial ou não é a vitima. Aonde vamos chegar!
 
Anderson
Anderson - 19 de Abril às 10:57
Uma pequena correção, o Relator da matéria não é suspeito, é culpado conforme RESOLUÇÃO N%u202225 de 2001, Regimento Interno da Câmara dos Deputados, por RELATAR matéria cujos doadores de campanha, declarados por ele ao TSE, são diretamente interessados na matéria da PEC. Logo, cabe o afastamento imediato do Parlamentar e a abertura de um processo de cassação, pela QUEBRA DE DECORO PARLAMENTAR, conforme Inciso VIII, do Art.5%u2022 da citada Resolução. Esse documento já foi protocolado por mim na semana passada ao Presidente da Câmara e ao Procurador Geral da República, por meios eletrônicos, pois além dos escândalos envolvendo os atuais Parlamentares, não todos, ainda há o cometimento da Quebra de Decoro, não respeitam nem as próprias leis internas, como irão respeitar o povo brasileiro.