Eficácia do Plano Safra é contestada por Farsul, que cobra mudanças

Entre 2014 a 2016, o Mapa orçou um total de R$ 5,79 bilhões para a formação de estoques públicos

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postado em 07/06/2017 11:00

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lança nesta quarta-feira (7/6) o Plano Agrícola e Pecuário 2017-2018. Apesar das expectativas, a realidade não alcança as intenções e efeitos práticos. É o que sustenta um estudo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). 


A entidade destaca que, no último plano, do total de R$ 183,8 bilhões anunciados, R$ 113,9 bilhões foram retirados. Ou seja, apenas 62% do total programado foi utilizado. “A política agrícola existente foi feita para os desafios do século XX, e não para os desafios do século XXI”, ressalta o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.

Entre 2014 a 2016, o Mapa orçou um total de R$ 5,79 bilhões para a formação de estoques públicos. Nesse mesmo período, apenas R$ 1,05 bilhão foi efetivamente executado. Ou seja, apenas 18,1% do total para o período. Sendo que, ao longo dos anos, a proporção utilizada só recua.

Para não permitir que o plano safra divulgado hoje frustre os produtores, Antônio avalia que será fundamental o governo aumentar os canais para a tomada de recursos. A queda observada nos últimos anos ocorreu devido a um recuo no  funding do crédito rural, que são os depósitos dos créditos depositados em poupança e à vista. “O crédito rural disponibilizado para os produtores não é dinheiro público. É dinheiro privado, que vem dos depósitos à vista e de poupança. Uma vez caindo, tem menos dinheiro para emprestar. Ou aumenta os canais para aumentar as fontes, ou o governo deve anunciar valores viáveis”, ressalta o economista.
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