Oi lança plataforma de interação entre ambientes físico e digital

Operadora investiu R$ 100 milhões, nos últimos três anos, exclusivamente em Tecnologia da Informação para negócios

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postado em 21/06/2017 13:32

Divulgação/Oi
São Paulo – Focada em desenvolver soluções em Tecnologia da Informação (TI) para clientes corporativos, a Oi lançou, nesta quarta-feira (21/6), uma nova plataforma de interação entre ambientes físicos e digital, o WiFI Business. A estratégia da companhia é ampliar a fronteira de serviços para os clientes de negócios, atuando mais como uma integradora de soluções do que apenas uma operadora de telecomunicações.  Para isso, a empresa investiu R$ 100 milhões nos últimos três anos apenas em TI.
 
O novo posicionamento se justifica, conforme a diretora de negócios B2B da Oi, Catia Tokoro, por questões macroeconômicas. “Nós temos uma participação expressiva em governos, que estão com a arrecadação menor. Houve uma adequação dos orçamentos destes clientes e o desafio no setor público é muito grande”, disse. Em compensação, para o setor privado, no ambiente recessivo, a saída tem sido investir em TI, “para garantir produtividade e melhoria dos negócios”, explicou ela.
 
“Houve queda no tráfego de voz. As pessoas, hoje, falam menos e teclam mais. Por isso, a estratégia da Oi tem sido alavancar o portfolio de dados, associado a soluções de TI, sobretudo em segurança. Desde maio (quando ocorreram cyberataques em vários países, inclusive no Brasil), percebemos uma preocupação maior dos empresários com esse tema”, avaliou Catia. “Mais conectividade e solução de TI são nossas estratégias de crescimento”, resumiu.
Em pleno processo de recuperação judicial por conta de dívidas de R$ 65 bilhões, a Oi tenta emplacar seus novos produtos intensificando o volume de visitas. “Estamos fazendo o trabalho ‘olho no olho’. Nos reunimos frequentemente com o gerente da conta, com o gerente de vendas e a equipe de marketing e intensificamos a agenda positiva com os principais clientes. Também reduzimos o volume de reclamações, tanto do B2B quanto do varejo, na Anatel e no Procon”, afirmou.
 
 
Divulgação/Oi
 
Nesse cenário, a operadora espera emplacar o novo produto em 3 mil dos atuais 6 mil clientes corporativos em três anos. De acordo com o diretor de TI, Luiz Carlos Faray, o conceito de integração que a Oi passa a oferecer, com o WiFi Business, é voltado para os mercados de varejo, financeiro, hotelaria, saúde e educação. “A solução permite que as empresas facilitem a vida dos seus clientes ao gerar informações e oferecer experiências personalizadas”, ressaltou.
Na prática, o WiFI permite a um supermercado, por exemplo, saber quantos clientes, que utilizam o aplicativo do local, estão dentro da loja, quantos passaram na frente e quantos entraram, e, ainda, direcionar os consumidores pelos corredores, por meio de mapas. Para o estoque, por meio da internet das coisas, possibilita gerenciar quantos produtos estão nas prateleiras ou nas geladeiras. “O WiFi é o grande viabilizador da coleta de dados, controlado por nuvem, e os beacons são geolocalizadores. Mas é feito também todo um trabalho de analytics, que dá uma percepção maior ao varejista sobre os consumidores”, detalha Faray.
Na hotelaria, a solução simplifica a experiência do hóspede com check in e check out, pedidos no quarto e localização das instalações. Para o empresário, permite gerenciar os colaboradores no atendimento. “No setor financeiro, o objetivo é reduzir o tempo do cliente na agência bancária”, explicou Faray. Na educação, possibilita maior engajamento dos alunos e pais com a instituição com o envio de conteúdo prévio, sugestão de literatura, controle de frequência de forma digital. E, na saúde, garante senha antes da chegada do paciente ao hospital e assegura o gerenciamento de equipamentos.
 

Desempenho

Os diretores explicaram que a companhia obteve um crescimento de receita em TI de 22% em 2016, em comparação ao ano anterior. No primeiro trimestre deste ano, a participação dos serviços de dados, TI e soluções (redes VPN, serviços em Cloud, ICT, Datacenter, Home Office, serviços gerenciados, soluções de segurança, M2M-Machine-to-Machine) manteve o crescimento, atingindo 70,4% da receita total do segmento corporativo, com alta de 2,9 pontos percentuais ante o mesmo período de 2016.
 
O B2B é responsável por 30% da receita da Oi e o objetivo é crescer entre 25% a 30% em TI nos próximos anos.  Em investimentos, a Oi aplicou R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre do ano, o que representa um crescimento anual de 1,9%. Em 2016, os investimentos foram de R$ 4,8 bilhões, crescimento de 18% em relação ano anterior.
 
Repórter viajou a convite da Oi 
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