Banco Central reduz previsão de inflação de 2017 de 4% para 3,8%

Relatório divulgado pela autoridade monetária prevê queda de 0,10% no IPCA de junho, mas demonstra preocupação com incertezas elevadas que podem afetar a atividade

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postado em 22/06/2017 08:59 / atualizado em 22/06/2017 12:46

O Banco Central revisou a previsão para a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deste ano para 3,8%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado nesta quinta-feira (22/6).  

Esse dado ficou abaixo da estimativa de inflação do relatório trimestral divulgado em março, que estava em 4% ao ano. No entanto, o BC manteve a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,5%. “Essa manutenção do percentual refletiu, por um lado, resultados favoráveis de indicadores de atividade relativos aos primeiros cinco meses do ano que, se mantidos ao longo do ano, levariam a uma revisão de alta na projeção do PIB anual”, disse a autoridade monetária. No entanto, a instituição ressaltou que o se o ambiente de incertezas permanecer em um nível elevado e prolongado, serão inevitáveis  “efeitos negativos sobre a atividade”.

De acordo com o BC, as projeções  contemplam os intervalos de probabilidade para deflação de aproximadamente 0,10% na inflação de junho. Para julho e agosto, as projeções do BC para o IPCA são de 0,30% e 0,27%, “evolução que levaria a inflação acumulada em doze meses para 2,73% ao final do período (ante 3,60% em maio)”. “Em junho, apesar da perspectiva de aceleração das tarifas de passagem aérea, seguindo o padrão sazonal, a taxa mensal do IPCA deve situar-se próxima de -0,10%, refletindo os efeitos do acionamento da bandeira verde sobre as tarifas de energia elétrica e das reduções, anunciadas pela Petrobras nos dias 25 de maio e 14 de junho, dos preços da gasolina e do diesel na refinaria”, avisou o BC. A previsão de inflação para 2018 foi mantida em 4,5%.
 

Riscos


O diretor de Política Monetária do BC, Carlos Viana de Carvalho, reconheceu que, apesar de a projeção do PIB estar mantida em alta de 0,5%, os riscos de uma retração pelo terceiro ano consecutivo estão presentes. “Sempre há riscos. Estamos com esse diagnóstico de que a estabilização ocorreu e que as expectativas são de recuperação gradual da trajetória da economia”, disse. Segundo ele, um dos impactos das incertezas que pode ser ilustrado é a trava nos investimentos de longo prazo. “Isso não se aplica de maneira generalizada, mas onde há mais dificuldade de reverter certa ação (de investimento)”, disse.
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