Base mantém previsão de votar reforma trabalhista na 3ª-feira no plenário

Mesmo com pesquisas que indicam um placar apertado para a aprovação do projeto que precisa do apoio de 41 senadores, a base governista no Congresso mantém o calendário costurado há alguns dias

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postado em 07/07/2017 19:24

O governo mantém a previsão de que a reforma trabalhista será votada na próxima terça-feira (11/7) no plenário do Senado. Mesmo com pesquisas que indicam um placar apertado para a aprovação do projeto que precisa do apoio de 41 senadores, a base governista no Congresso mantém o calendário costurado há alguns dias, segundo pessoas que acompanham o tema no Congresso. Enquanto isso, segue a articulação para convencimento de um grupo de cinco senadores que demonstraram estar indecisos sobre o tema. 
 
 
Há uma semana, o Palácio do Planalto previa 43 senadores favoráveis ao projeto no plenário. A pesquisa mais recente indica que um deles não acompanhará o governo e deve votar "não" Assim, o governo agora conta apenas com um voto a mais que o mínimo necessário. 

Diante dessa margem mínima naquela que é considerada "a mais fácil das reformas" por precisar de maioria simples no plenário - a da Previdência exige três quartos -, o Palácio do Planalto tem se desdobrado para tentar derrubar a denúncia contra Temer e, ao mesmo tempo, convencer cinco senadores que ainda estão em dúvida sobre a reforma trabalhista.

O esforço é direcionado a Dario Berger (PMDB-SC), Lasier Martins (PSD-RS), Magno Malta (PR-ES), Omar Aziz (PSD-AM) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). Esses senadores reconhecem pontos favoráveis da reforma, mas criticam itens do projeto ou a tramitação do texto na Casa. No grupo, Magno Malta parece ser o mais inclinado a votar com o governo. O Planalto, porém, acredita que poderá convencer os demais.
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