Meirelles diz que a economia está saindo da recessão neste ano

Para ministro da Fazenda, o desemprego deverá cair ainda no segundo semestre

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postado em 11/07/2017 13:58

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, amenizou o tom comemorativo após a divulgação resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, em que houve crescimento de 1% em relação aos três meses anteriores e mostrou-se mais cauteloso, reconhecendo que o país ainda não saiu da recessão. Todavia, ele tentou defender os feitos na área econômica do governo 13 meses após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“O país está já saindo da maior recessão da história brasileira neste ano, depois de um ano e um mês de governo”, disse ele, afirmando que a economia deverá caminhar para um crescimento “sustentável” porque a os números recentes são a “evidência que interessa”.  “Muitos insistem em lutar contra os fatos. Mas os dados preliminares de junho continuam a mostrar crescimento”, afirmou Meirelles, nesta terça-feira (11/07) durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra do Banco do Brasil.

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O ministro citou dados positivos para os próximos meses como a produção de papel ondulado, com alta de 13,8% e a venda de automóveis com avanço de 38,6%. O chefe da equipe econômica de Temer reconheceu que, devido à defasagem, o emprego será o último indicador a mostrar crescimento. “Esse é o objetivo final das nossas políticas econômicas e já podemos notar que o emprego parou de cair, e, nos últimos meses, está constante”, afirmou. “O desemprego parou de subir e teremos queda no segundo semestre”, garantiu.

O ministro evitou fazer qualquer comentário sobre a atual crise política que atravessa o governo, mas não deixou de defender o avanço das reformas estruturais para que a política macroeconômica tenha resultado esperado. Para ele, a recuperação do emprego ajudará a fazer com que o Brasil volte a crescer de forma mais sustentável, e, para isso, a produtividade também será fundamental. Meirelles lembrou que a safra agrícola deste ano será 30,1% superior à do ano passado, o que ajudará nessa retomada. “Estamos vivendo uma situação melhor que antes e isso é importantíssimo”, pontuou.
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