Dívida pública federal sobe 3,22% e alcança R$ 3,35 trilhões em junho

Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 0,91% maior, somando R$ 123,99 bilhões (US$ 37,48 bilhões) no sexto mês do ano

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postado em 24/07/2017 10:50 / atualizado em 24/07/2017 11:50

A dívida pública federal aumentou 3,22% e chegou a R$ 3,35 trilhões em junho. O principal fator para alta foi a emissão de títulos públicos, que ficou R$ 70,26 bilhões acima do volume de vencimentos. As pendências internas, que são as operações feitas em reais, registraram expansão de 3,31% no mês, chegando a R$ 3,23 trilhões. As externas, classificadas de acordo com pagamentos e recebimentos com moedas estrangeiras, contabilizaram alta de 0,91% e alcançou R$ 123,9 bilhões.
 
Os dados fazem parte do Relatório Mensal da Dívida Pública divulgado nesta segunda (24). Em maio, o valor da dívida pública era de R$ 3,25 trilhões. As despesas com juros somaram R$ 34,36 bilhões em junho. A expectativa é que as pendências financeiras alcancem R$ 3,65 trilhões ao final de 2017.
 
O déficit orçamentário do governo federal é financiado pela dívida pública emitida pelo Tesouro Nacional. A meta fiscal é de um rombo de R$ 139 bilhões. Em 2016, houve um crescimento de 11,42% da dívida pública, fechando o ano em R$ 3,11 trilhões.
 
 
Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Leandro Secunho, o mês de junho trouxe a normalidade e a retomada do calendário anual de leilões. “Maio foi um mês de grande volatilidade, onde o Tesouro fez algumas atuações extraordinárias com leilões de compra e venda. E a partir do final do mês e, principalmente, no início de junho o Tesouro retomou o calendário anual e os volumes ofertados para o mês”, destaca.
 
A participação dos estrangeiros na dívida pública interna teve retração. Os investidores detinham 12,90% em junho, o que equivale a R$ 417 bilhões, frente aos 13,42% de maio (R$ 419 bilhões).
O grupo Previdência são os maiores detentores dos títulos públicos federais. Em junho, registrou uma variação positiva de R$ 820,34 bilhões para R$ 825,38 bilhões entre maio e junho. Previdência detém 25% do estoque, seguida de instituições financeiras (22%) e fundos de investimentos (23%). 

Tesouro Direto

As emissões do Tesouro Direto atingiram R$ 1,45 bilhões em junho, enquanto foram resgatados R$ 744,34 milhões, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional. O estoque de títulos públicos chegou a R$ 46,67 bilhões, um acréscimo de 2,31% em relação ao mês passado. Em junho, o título mais demandado foi o Tesouro Selic, que é indexado a taxa básica de juros - 44,32% do total. Considerando o volume total de aplicações, o Tesouro IPCA+ tem a maior representação, com 49,98% dos investimentos no Tesouro Direto.
 
No mês de junho, mais 53 mil pessoas se cadastraram no site. O total de investidores chegou a 1,48 bilhões, 77,91% maior que no mesmo mês de 2016. Na prática, quem compra títulos públicos está emprestando dinheiro para o setor público. É uma maneira de o governo federal fazer dívida para realizar gastos de despesas.
A maior parte dos investidores são homens (74%). Em relação à faixa etária, a maioria tem entre 26 e 35 anos (37%). A região onde tem mais concentração de investimento é o Sudeste, com 66% do total. O Centro-Oeste possui 7% das pessoas que aplicam no Tesouro Direto.
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