Ibovespa sobe 0,44% com menor tensão geopolítica no exterior

A alta do Ibovespa foi garantida em boa parte pelas ações do setor financeiro, que lideraram as realizações de lucros nos dois últimos pregões

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postado em 29/08/2017 18:45

Depois de duas sessões de leve baixa, o Índice Bovespa voltou nesta terça-feira (29/8) ao terreno positivo, conduzido principalmente por uma melhora no quadro de aversão ao risco no mercado internacional. O índice fechou em alta de 0,44%, aos 71 329,85 pontos, na máxima do dia. Pela manhã, chegou a cair até 0,70%, quando os mercados refletiam a tensão geopolítica relacionada à Coreia do Norte e os Estados Unidos. A agenda política doméstica teve pouca influência sobre os negócios, mas predominou entre analistas e investidores uma percepção mais otimista em relação às votações no Congresso.
 
 
A alta do Ibovespa foi garantida em boa parte pelas ações do setor financeiro, que lideraram as realizações de lucros nos dois últimos pregões. Os papéis operaram em alta durante todo o pregão, mas aceleraram o ritmo no final da sessão de negócios. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso na carteira do índice, subiu 0,91% e fechou na máxima do dia (R$ 41,09). Bradesco PN avançou 1,71%, também na máxima do dia (R$ 33,99).

Ao final dos negócios, a agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating global BB+ do Itaú Unibanco e o manteve em perspectiva negativa. O rating nacional AAA (bra) também foi reafirmado, o que, segundo a agência, reflete o perfil de crédito muito forte da instituição. 

As ações ordinárias da Vale também foram destaque ao longo do dia, ao ignorarem a queda do minério de ferro no mercado chinês e subirem 0,23%. O papel respondeu por mais de R$ 500 milhões no pregão de hoje, o maior volume individual de negócios na B3. Embraer ON subiu 4,11% e foi a maior alta do Ibovespa. A ação respondeu a informações do jornal O Estado de S. Paulo de que o Itamaraty vai levar à Organização Mundial do Comércio (OMC) o caso que questiona subsídios do governo canadense à Bombardier.

Apesar de o mercado internacional ter sido a principal influência para a bolsa durante todo o dia, o investidor também manteve a atenção voltada ao Legislativo brasileiro, que tem uma extensa agenda de votações a cumprir na semana. Para hoje, o foco estava na votação dos destaques à Medida Provisória que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), que foi adiada para amanhã. Também houve expectativa com a votação da revisão das metas fiscais de 2017 e 2018. A condição para avançar nessas duas frentes é a votação de vetos presidenciais a 16 projetos que trancam a pauta e ainda eram votadas no final desta tarde.

"A expectativa continuou positiva em relação às matérias que tramitam no Congresso. TLP e revisão das metas fiscais são pontos importantes e a percepção é de que o governo está conseguindo de alguma forma endereçar temas relevantes", disse Shin Lai, analista da Upside Investor.
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