Governo Federal já vê indicador do PIB maior em 2018 e 2019

Em 2018, a expectativa é a de que a atividade econômica esteja rodando a um ritmo de 3%, acima da projeção oficial de 2% que consta na proposta de Orçamento enviada semana passada ao Congresso Nacional

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postado em 08/09/2017 09:37

Depois da divulgação nos últimos dias de uma série de indicadores econômicos favoráveis, a equipe econômica começa a rever os dados de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2018 e 2019.

O Ministério da Fazenda já conta que a economia brasileira poderá entrar 2019 com um crescimento de 3,5% no primeiro ano do sucessor do presidente Michel Temer, segundo informou à Agência Estado um integrante da equipe econômica. Até então, a previsão era de uma expansão de 2,5% da economia em 2019.

Em 2018, a expectativa é a de que a atividade econômica esteja rodando a um ritmo de 3%, acima da projeção oficial de 2% que consta na proposta de Orçamento enviada semana passada ao Congresso Nacional. 

A avaliação é de que os números mais favoráveis do PIB serão um fator importante a contribuir para a melhora das contas públicas, com reflexo positivo na arrecadação. Apesar dos déficits robustos previstos para 2017 e 2018 (R$ 159 bilhões), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e sua equipe avaliam que não há risco desse quadro abortar o cenário de recuperação. A queda dos juros, anunciada na quarta-feira (6) pelo Banco Central, também joga a favor do quadro fiscal. 

A revisão para cima das previsões de PIB pelos analistas do mercado reforçaram o quadro mais favorável. O Bank of America Merrill Lynch dobrou, também na quarta-feira (6), a previsão de alta do PIB de 1,5% para 3% em 2018. Se espera novas revisões. Meirelles já adiantou que vai revisar a previsão de alta do PIB de 2017, que está hoje em 0,5%. Segundo ele, "os números estão muito fortes". A revisão das previsões de 2018 e 2019 poderão ser incluídas durante as negociações no Congresso da lei orçamentária.

Otimismo

 
Nos últimos dias, Meirelles tem procurado afastar o ceticismo com a política fiscal, que marcou os últimos meses desde a delação premiada da JBS envolvendo o presidente Michel Temer, e ganhou força com a mudança das metas fiscais de 2017 e 2018. Ele tem rebatido todas as avaliações que apontam que o Brasil vive uma situação de crise fiscal, com graves consequências para a trajetória de dívida bruta do governo. 

A interlocutores, o ministro aponta os preços dos ativos e a queda do risco Brasil, medido pelos contratos de CDS, instrumento que protege os investidores do risco de calote. 

O clima na equipe econômica é de um misto de otimismo com cautela. O otimismo cresceu com a aprovação no Congresso dos projetos que alteram as metas fiscais e cria a Taxa de Longo Prazo (TLP). 

Privatização

 
O anúncio das privatizações também animou os investidores e deu combustível extra para o ambiente mais favorável. A reviravolta na delação de Joesley Batista pela Procuradoria-Geral da República (PGR) também dá fôlego, na avaliação da equipe econômica, para a retomada da agenda de reformas.

Dois indicadores foram especialmente comemorados pela área econômica, o crescimento da produção de veículos e a inflação mais baixa recuando para 2,46% em 12 meses até agosto. 

"Inflação mais baixa, redução de juros e maior estabilidade da economia abriram espaço para as famílias consumirem mais", postou o ministro Meirelles na sua conta no Twitter. "Além disso, a produção de veículos cresceu 45% em agosto/2107 em relação agosto de 2016", acrescentou. 

Apesar do quadro econômico menos nebuloso do que há dois meses, o que não se quer no momento é passar uma imagem de otimismo excessivo para não atrapalhar a agenda de reformas que precisa avançar, principalmente a da Previdência.
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