Seu bolso: Ideia de bazar volta a fazer sucesso como forma de economia

É possível achar pechinchas em bazares, ou lucrar com algo que não serve

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postado em 24/09/2017 07:50 / atualizado em 24/09/2017 13:37

Arte/CB/DA Press
 
Deixar o preconceito de lado e comprar peças de segunda-mão pode garantir um armário recheado de roupas novas, sem esvaziar o bolso. A ideia de bazar é antiga e simples: basta juntar uma porção de coisas usadas, em bom estado, e colocar à venda. Além da variedade de produtos e roupas, o preço baixo é uma das características que garantem o sucesso desse tipo de comércio. Pode, ainda, ser uma opção para desencalhar peças do armário e garantir um dinheiro extra.

A primeira coisa a pensar, antes de qualquer compra, é se a motivação é um desejo momentâneo ou se é uma necessidade, alerta Adriano Severo, especialista em educação financeira e professor pela Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec). “Levar algo pra casa sem utilidade clara, mesmo que por um preço mais baixo do que o produto novo custaria, não é economizar. Só ganha quem paga menos por algo que já precisaria de qualquer forma”, explica.

Marcela Kawauti, economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), recomenda que, antes de sair de casa ou negociar qualquer compra, a pessoa planeje quanto pode gastar. “Leve o dinheiro contado, e nunca deixe de pedir desconto. Os vendedores já estão dispostos a vender mais barato, ainda mais se o comprador pagar à vista”, ressalta.

Saber o que comprar também é importante. Faça uma listinha do que está precisando no armário e tenha foco. “Vale investir em tons neutros, que possibilitem combinações com peças que já estão no guarda-roupa. Assim, o item adicional poderá ser usado mais vezes”, aconselha a consultora de imagem e estilo, Pri Barison.

Peças com história


Muitos podem pensar que bazar é lugar de traças e produtos em mau estado. Ao contrário, é uma excelente opção para a compra de roupas, bijuterias, bolsas, calçados e acessórios pessoais, garante Sabrina Silvian, consultora e coach de imagem pessoal. “São lugares em que encontramos peças com história, alma e qualidade. É possível encontrar opções antigas e clássicas às descoladas por um preço melhor, com qualidade em caimento, acabamento e durabilidade”, afirma.

Além de pensar no preço do produto, é preciso observar a qualidade. Os especialistas recomendam chegar cedo para aproveitar o que de melhor estiver disponível, com tempo de sobra para conferir as peças. “Tem que procurar bastante, frequentar o lugar e sempre analisar as opções disponíveis”, ensina Pri Barison. “Veja se aquela peça compõe com pelo menos três itens do seu armário. Senão, existe um risco de não usar muito”, ensina. A especialista recomenda que a pessoa não vá com fome nem com outro compromisso em horário próximo, para a pressa não atrapalhar.

Sabrina acrescenta que brechós são normalmente reabastecidos uma vez por semana, após triagem das peças e limpeza, assim é bom fazer amizade e manter contato com os funcionários para se programar para a visita. “Vá vestida de forma prática e confortável, uma vez que você deverá experimentar algumas coisas, e analise o preço da peça de acordo com a qualidade.  Aqui entra a questão de saber reparar se o acabamento está impecável, se os botões e os detalhes estão em perfeito estado”, destaca.

Marcela explica que é necessário checar na roupa se não há manchas, rasgos e furinhos. “Olhe as costuras, os bolsos, o tecido interior. Levar algo defeituoso para casa pode exigir reparos na costureira, e, assim, acabar não compensando”, comenta. A estudante de ciências biológicas Juliane Bagno Branquinho, 21 anos, é uma adepta desse estilo de consumo. “Eu sempre gostei de ir a encontros em que as pessoas estão vendendo suas coisas. Mas hoje também uso as redes sociais”, conta. Ainda sem renda fixa, ela viu no bazar uma forma alternativa de conseguir roupas novas por preços mais acessíveis. “Preciso me virar com o orçamento limitado para todos os gastos de lazer. Uma coisa que percebi é que roupa é muito caro. Assim, consigo comprar roupas legais e que cabem no orçamento”, conta.

A economia pode ser significativa. Na semana passada, Juliane comprou uma cinta modeladora por R$ 35. Na loja, a peça poderia custar R$ 100. “A menina anunciou por R$ 50, mas negociei o preço e me ofereci para buscar a peça. Valeu muito a pena, pois está bem nova”, comemora. Apesar de boas experiências, nem sempre tudo dá certo. “Já aconteceu de ver algo por foto e ser totalmente diferente do que enxerguei depois, pessoalmente. Em outra situação, não podia experimentar uma peça no local. Não percebi que não era meu tamanho: ficou muito curta. Nunca usei. Acabou ficando jogada em casa”, conta.

Dinheiro extra


Os bazares não são apenas um modo de conseguir produtos baratos. Do lado oposto, é possível ganhar transformando coisas que não são mais úteis em dinheiro. Basta desapegar-se do que não são serve mais, conseguindo também espaço livre no armário. Mesmo que não se consiga recuperar o valor integral pago pelo item, é melhor monetizá-lo do que ficar com ele tomando poeira. Para se desfazer da peça, há várias formas. Seja juntar as amigas em um grupo e compartilhar fotos, vender para um brechó ou até mesmo organizar um evento coletivo.

Se a escolha for a reunião, estabeleça regras sobre organização das peças e formas de pagamento. “O jeito mais prático é cada um receber pela própria peça, assim não é preciso dividir a quantia no final, e cada uma sabe exatamente quanto vendeu”, explica Kawauti. Caso alguma amiga não possa comparecer no dia, é bom decidir quem receberá pelas peças dela.
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