Licitações de Petróleo e Gás marcam a retomada da economia, diz Franco

O presidente Michel Temer vai acompanhar tanto o leilão de petróleo como o da Cemig, que também será realizado nesta quarta-feira

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postado em 27/09/2017 09:24 / atualizado em 27/09/2017 10:33

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, afirmou que a 14ª rodada de licitações para exploração de Petróleo e Gás Natural marca a superação da mais grave crise econômica que o país passou. Segundo ele, o país passou a dá a perspectiva de trazer o potencial produtivo e a força do empreendedorismo brasileiro. 

“Nós temos condições de, respeitando toda tradição de sustentabilidade e respeitando o meio ambiente, mobilizar o potencial econômico no setor”, destacou Moreira Franco. A 14ª rodada vai ofertar às empresas nacionais e estrangeira 122,6 mil quilômetros quadrados em área de exploração. 

Os leilões são realizados para que a União conceda o direito de uso e produção do petróleo e gás natural no Brasil. Entre 2017 e 2019, estão planejadas nove rodadas. Dia 27 de outubro, o pré-sal deve ser ofertado na 2ª e 3ª edição específica para a camada. 

A rodada ocorre depois de mudanças nas regras das licitações, que passaram a ter maior flexibilização. A Petrobras não tem mais a obrigação de atuar com exclusividade nos campos do pré-sal. As mudanças também reduzem as exigências de conteúdo local e dão extensão do regime aduaneiro especial Repetro.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que o país tem “muitos problemas” para enfrentar, que impedem a maior competitividade do mercado. “Creio que haverá de se perpetuar os leilões futuros. Vamos colocar o Brasil na indústria de óleo e gás. É o ponta pé inicial, com o pé direito, da retomada”, alegou.

Décio Oddone, diretor-geral da ANP, declarou que é um dia “histórico” porque dá início à retomada dos investimentos depois da “maior crise que o setor já passou”. “É a maior transformação desde que a indústria do petróleo é relevante. Vamos atrair centenas de bilhões de reais em investimentos, que também vão resultar na arrecadação e riqueza para a sociedade brasileira”, disse.

O leilão é uma oportunidade de arrecadação para os cofres públicos, que precisam fechar os anos de 2017 e 2018 com um déficit de até R$ 159 bilhões. O governo federal espera ter um ganho de, pelo menos, R$ 1 bilhão com a 14ª rodada. Ao todo, 32 empresas se inscreveram.
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