Juros do rotativo registram queda de 1,6% de julho para agosto

A taxa passou de 399% em julho para 397,4% ao ano. O rotativo é a taxa de crédito mais cara para pessoa física

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postado em 27/09/2017 14:25 / atualizado em 27/09/2017 20:18

Waldemir Barreto/Agência Senado
Os juros do rotativo do cartão de crédito caiu a 1,6 ponto percentual de julho para agosto informou nesta quarta-feira (27/9), o Banco Central, por meio da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito. Assim, a taxa passou de 399% em julho para 397,4% ao ano. O rotativo é a taxa de crédito mais cara para pessoa física.

De acordo com os dados do Banco Central, no mês passado os juros da taxa da modalidade rotativo regular caiu de 223,8% para 221,4% ao ano, em comparação com julho. Paga essas taxas os consumidores que usam o rotativo por 30 dias e efetuam o pagamento mínimo da fatura, de 15% do total, em dia.
 

Já os juros da modalidade do rotativo não regular subiu pelo terceiro mês, de 504% em julho, para 506,1% ao ano. Essa modalidade inclui consumidores que não pagaram o mínimo da fatura ou não aderiraram um plano de parcelamento da dívida com a instituição financeira. “O saldo dessas dívidas hoje é menor do que em março. Isso é bom. O ponto é que existe necessidade de ampliarmos a educação financeira dessas pessoas para saírem para uma modalidade de crédito mais barata”, apontou Rocha.  No caso do parcelado,  o juro subiu 1,3 ponto porcentual de julho para agosto, passando de 159,7% para 161,0% ao ano.

Desde abril, as regras para a regulamentação da modalidade de crédito rotativo, estabelecidas pela autoridade monetária, estão em vigor. Pela norma, os consumidores só podem ficar por 30 dias no rotativo regular. Após esse período, o banco deve propor um parcelamento da dívida, com, com condições mais favoráveis. A intenção era que as taxas de juros  reduzissem. Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatística do BC, avaliou a medida como “bem sucedida”. “Percebemos a continuidade da redução das taxas de juros do crédito rotativo regular, que já caiu quase metade. Em março, último mês cheio antes da medida, era de 431,1% ao ano, e em agosto fechou em 221,4%”, argumentou.
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