Setor público tem déficit de R$ 9,5 bilhões, segundo Banco Central

O resultado foi composto por déficit no Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS) e as empresas públicas de R$ 9,9 bilhões e R$ 11 milhões, respectivamente

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postado em 30/09/2017 17:53

O rombo nos cofres do setor público, que inclui governo federal, regionais e estatais,  chegou a  R$ 9,52 bilhões em agosto, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (29/9), pela Nota de Política Fiscal do Banco Central. Este é o melhor resultado para o mês desde 2015, quando o déficit registrado foi de R$ 7,310 bilhões. O déficit primário é a diferença entre as receitas e despesas da União, sem considerar os gastos com juros.
 
 
O resultado foi composto por déficit no Governo Central (Tesouro,  Banco Central e INSS) e as empresas públicas de R$ 9,9 bilhões e R$ 11 milhões, respectivamente. O negativo foi puxado, principalmente,  pelo déficit nos cofres da Previdência, que foi de R$ 16,888 bilhões, enquanto o Tesouro registrou superávit de R$ 7,058 bilhões e o Banco Central, déficit de R$ 86 milhões. Em julho, havia sido registrado déficit de R$ 16,138 bilhões e, em agosto de 2016, um déficit de R$ 22,267 bilhões.  

Nos oito primeiros meses deste ano, o setor público consolidado acumulou déficit de R$ 60,9 bilhões, o pior resultado para a série histórica da autoridade monetária, iniciada em 2001. No mesmo período do ano passado, o déficit registrado era de R$ 58,859 bilhões. 

Em 12 meses encerrados em agosto, o déficit primário ficou em R$ 157,782 bilhões, o que corresponde a 2,44% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Os gastos com juros nominais ficaram em R$ 36,012 bilhões em agosto. Em igual mês do ano passado, foi de R$ 40,676 bilhões. O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados de juros, atingiu R$ 45,541 bilhões no mês passado contra R$ 62,943 bilhões de agosto de 2016. Em 12 meses, encerrados no mês passado, o déficit nominal ficou em R$ 581,309 bilhões, equivalente a 8,98% do PIB.

A dívida líquida do setor público, que representa o balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais, chegou a R$ 3,245 trilhões em agosto,  correspondente a 50,2% do PIB. A dívida bruta, que inclui apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais, fechou agosto em R$ 4,768 trilhões ou 73,7% do PIB, com aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior.
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