Ministro de Minas e Energia nega que governo estuda privatizar a Petrobras

Fernando Coelho Filho garante que foco do governo é desestatização da Eletrobras. Na segunda-feira à noite, ele chegou a afirmar, em programa de TV, que a petroleira deverá ser privatizada

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postado em 03/10/2017 11:23 / atualizado em 03/10/2017 11:55

Mauro PIMENTEL/AFP

 
O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, negou, nesta terça-feira (3/10), que o governo estuda privatizar a Petrobras. “Nosso foco é a Eletrobras”, garantiu, ao deixar audiência pública no Senado para debater o novo código de mineração. Coelho Filho viaja, nesta tarde, para Londres, em companhia do presidente da Petrobras, Pedro Parente.
 
Na segunda-feira à noite, durante o programa Roda Vida, o ministro chegou a afirmar que, no futuro, o caminho da Petrobras deve passar pela privatização. “Eu não falei sobre Petrobras. Um dos convidados do programa é que disse que seria um caminho a ser seguido”, disse. “Eu falei que estava fora de cogitação. Petrobras está fora do mapa”, reiterou.
 
Coelho Filho admitiu, contudo, que isso poderá ocorrer. “Realmente, eu disse a privatização da Petrobras poderia até acontecer no futuro porque o convidado sugeriu que deveria ser um debate para as eleições de 2018. Mas não estamos pensando em modelos, nada disso. Não estamos tratando de Petrobras. Estamos focados na privatização da Eletrobras”, insistiu.
 
Coelho Filho afirmou que, até o fim da próxima semana, o governo terá a modelagem para privatização do Sistema Eletrobras bastante avançada. “As coisas estão andando bem. Vamos levar a modelagem ao presidente Michel Temer até o fim da próxima semana, no máximo, no início da semana seguinte, para trazê-la ao Congresso ainda em outubro”, destacou.
 
O ministro confirmou que a Usina Tucuruí, no Rio Tocantins, com potência de 8,3 mil megawatts, pode ter seu contrato renovado de forma antecipada para agregar valor à Eletrobras. “Há possibilidade de uma das usinas ter seu contrato antecipado antes, sim. Isso está sendo estudado com a equipe econômica”, ressaltou.
 
Dentro da modelagem que está sendo estudada para privatizar a Eletrobras, Coelho Filho disse que as usinas que hoje estão em poder da União e que têm alguma vinculação com o Sistema Eletrobras serão ofertadas à companhia. “Se a Eletrobras optar por ficar com as usinas, terão um novo contrato de 30 anos, como produtoras de energia”, afirmou.
 
O ministro disse, ainda, que o ministério está correndo para o lançamento do RenovaBio – programa que busca reconhecer o papel estratégico dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e para redução do efeito estufa. Segundo Coelho Filho, alguns estudos foram encomendados ao Banco Central e à equipe econômica. “Eles pediram até 15 ou 16 de outubro para responder. Depois das respostas, poderemos marcar a data de lançamento. A expectativa é ser ainda em outubro”, acrescentou.
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José
José - 03 de Outubro às 17:13
Existe um ditado que diz "Aonde há fumaça há fogo".