Jornal Correio Braziliense

Inflação sobe 0,16% e mostra sinais de esgotamento da desinflação

O desempenho mostra o esgotamento do processo de desinflação, uma vez que, no mesmo mês do ano passado, a alta havia sido de 0,08%

Rodolfo Costa
O custo de vida no país voltou a ser pressionado. Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) -- considerado o indicador oficial de inflação -- subiu 0,16%. O desempenho mostra o esgotamento do processo de desinflação, uma vez que, no mesmo mês do ano passado, a alta havia sido de 0,08%. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou em 2,54%, superior ao patamar de 2,46% registrado no mês passado.

A alta dos preços mostra o esgotamento quando comparada, ainda, com a mediana das expectativas do mercado, de 0,10%. Nos resultados anteriores, o IPCA oficial registrado veio abaixo das previsões dos analistas consultados pelo Banco Central (BC). Apesar do resultado de setembro, a inflação acumulada no decorrer do ano, ou seja, de janeiro até o mês passado, subiu 1,42%. É o menor resultado para esse período desde 1998.

O desempenho da inflação acima da mediana do mercado veio em decorrência de uma queda de preços menor com alimentos. Em setembro, os gastos médios no grupo de alimentação e bebidas caiu 0,41%. Em agosto, o recuo havia sido de 1,07%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que os alimentos para consumo em casa passaram de uma deflação de 1,84% em agosto para 0,74% em setembro. 

A queda menor em setembro foi provocada por uma reversão de deflação para inflação em itens importantes no consumo das famílias. É o exemplo das carnes, que saiu de uma deflação de 1,75%, em agosto, para uma inflação de 1,25%, em setembro. O mesmo movimento foi observado nas frutas, que estava em queda de 2,57% há dois meses, e saltou para uma alta de 1,74% no mês passado.