Supermercados começam a vender produtos para o Natal com preços acessíveis

Para especialistas, vale a pena estocar não perecíveis para economizar. Já mercadorias da cesta básica estão mais baratos em relação à semana passada

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postado em 14/10/2017 08:00 / atualizado em 14/10/2017 00:14

 Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press


Faltando pouco mais de dois meses para as festas de fim de ano, os mercados começam a vender alimentos e artigos natalinos. Produtos como panetone, peru e chester já podem ser encontrados em vários estabelecimentos. Como os preços ainda estão acessíveis, alguns consumidores apostam na compra antecipada para economizar.


A funcionária pública Helena Rodrigues, de 53 anos, diz que está bastante desanimada com os preços dos produtos este ano, porém, não deixa de fazer planos quando o assunto é Natal. “Vou economizar o que eu puder”, conta. Para ela, é preciso estar atenta às práticas dos supermercados para gastar menos. “Os preços ficam mais acessíveis só enquanto a data está distante. Como eles começam a aumentar em dezembro, o consumidor tem que ser esperto e comprar logo”, ensina.

Especialistas confirmam que a compra antecipada pode trazer benefícios para o cliente. “Se a dona de casa vir que alguns produtos estão com preços mais baratos, vale a pena comprar e deixar estocado até as festas”, aconselha o educador financeiro Ricardo Rocha. Mas ele alerta que a regra só é válida para itens não perecíveis. “Com relação a frutas natalinas não vale a pena, até porque elas vão estragar e o consumidor vai perder dinheiro com o desperdício”, acrescenta.

Ricardo também destaca outro benefício, além da economia, que é a comodidade de ir aos estabelecimentos mais vazios e não precisar enfrentar as grandes filas que se formam às vésperas das datas comemorativas. “A maioria das pessoas deixa para fazer suas compras de última hora. Então, estocar pode ser uma saída para evitar tumulto”, completa.

Descontos


Esta semana, os produtos mais consumidos da cesta básica brasileira estão mais baratos. Para alívio do bolso do consumidor, itens como arroz, feijão, açúcar e óleo estão com descontos. Enquanto o arroz chega e estar 14% mais barato, o feijão pode ser encontrado com preços de até R$ 2,99 em alguns mercados pesquisados. O valor do açúcar chega a estar 15% mais em conta. E os preços do óleo de girassol variam entre R$ 5,69 e R$ 10,25.

Já os hortifrutigranjeiros estão mais caros. Produtos como o tomate, a banana, a laranja e o melão tiveram alta. O tomate, por exemplo, está com valores até 34% mais altos do que na semana passada, enquanto o preço do quilo de banana varia entre R$ 1,75 e R$ 8,69. Em relação à última pesquisa do Correio, a laranja subiu 50% e o melão, 30%.

Para a servidora Helena, ter um tempo livre para ir ao supermercado ajuda a economizar, não só em épocas festivas, como no dia a dia. Segundo ela, é importante estar sempre à procura de bons preços. “Pesquiso sempre para que o gasto com supermercado caiba no meu orçamento”, orienta”. Os alimentos representam 40% do gasto das compras de Helena. “Faço o possível para meu salário dar conta das despesas. Por isso,  acompanho os preços de todos os itens e vou onde há promoção”, revela.

*Estagiárias sob supervisão de Simone Kafruni
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