Quatro maiores bancos detêm 78% do mercado de crédito no país

Cenário menos competitivos entre os bancos faz com que os consumidores tenham menos opções e créditos mais altos

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postado em 17/10/2017 11:48 / atualizado em 17/10/2017 12:49

Os quatro maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) detêm 78% do mercado de crédito no Brasil. Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado semestralmente pelo Banco Central, a parcela era de 54% em 2007.

Segundo o diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, o cenário de concentração do mercado destas instituições financeiras decorre da recessão econômica que o país vivenciou. “A questão da concentração não é um evento que impacta só o mercado financeiro brasileiro, é um movimento com tendência internacional”, declarou.

Há, porém, um “equilíbrio” na concentração, o que, na visão dele, mostra o diferencial em relação a outros países. “Há dois bancos públicos e dois privados, um banco estrangeiro. Traz um equilíbrio que outros países não têm”, afirmou. “Está em situação bastante favorável em relação a economias maduras”, apontou.

Ele avalia também que, a partir da melhora do ambiente de negócios, os bancos médios poderão se tornar mais competitivos, diminuindo a concentração das grandes instituições financeiras. “A melhora no quadro decorrerá no pagamento das dívidas das empresas de pequeno e médio porte. A tendência é de que as famílias e empresas tenham benefício com o cenário de perspectivas ancoradas e inflação mais baixa”, declarou Souza. 

Primeiro semestre 

Apesar de dois aumentos trimestrais consecutivos no Produto Interno Bruto (PIB) no ano, o Banco Central disse que os efeitos da recuperação são lentamente percebidos no arrefecimento do risco de crédito. 

Souza, afirmou que, de forma geral, todos os indicadores do primeiro semestre apresentaram melhora ou “parararam de apresentar piora”. “Lentamente isso começa a ser percebido no mercado na família, mas a renda ainda apresenta desafios recorrentes”, disse.

Na avaliação do diretor, apesar da percepção tímida do mercado de crédito no primeiro semestre, o BC avalia que foi a primeira reação depois do início da crise. “Os prórpios bancos e instituições financeiras deixam de citar a recessão como problema alta exposição à retomada do crédito”, afirmou, citando a informação que caiu para o menor patamar em cinco anos, a percepção da crise e inadimplência como fonte  de risco para as financeiras.
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