Mansueto: reforma da Previdência agora será melhor para próximo presidente

Mansueto destacou que, se as mudanças não forem feitas durante esse governo, não há dúvida de que será a primeira medida do próximo presidente

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postado em 18/10/2017 14:56

Marcos Oliveira/Agência Senado
O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, alertou nesta quarta-feira (18/10), que a realização agora da reforma da Previdência será melhor para o próximo presidente da República que suceder Michel Temer. Em audiência no Tribunal de Contas da União (TCU), Mansueto destacou que, se as mudanças não forem feitas durante esse governo, não há dúvida de que será a primeira medida do próximo presidente. 

Numa forte defesa das mudanças nas regras da Previdência, o secretário destacou que não fazer a reforma agora não é o fim do mundo, mas quanto mais cedo o Congresso aprová-la melhor para o Brasil e as finanças públicas.

Segundo ele, os políticos são necessários para que as reformas sejam feitas. "Precisamos fazer as reformas e precisamos do Congresso. Precisamos de políticos", disse. Ele ressaltou que a solução para os problemas da economia brasileira não virá do debate técnico, mas sim político.

Para ele, não haverá ajuste fiscal no Brasil se não forem feitas as reformas, principalmente a da Previdência. Mansueto destacou que o governo tem feito um dever de casa, mas esbarra no tamanho elevado das despesas obrigatórias que hoje já são maiores do que toda a arrecadação. 

Ele citou que se o governo parasse de fazer os investimentos e mandasse os funcionários para casa, mesmo assim, não haveria recursos suficientes. Mansueto ponderou, no entanto, que há grande espaço para melhorar o gasto público, mas que o País terá que enfrentar o debate da necessidade de redução das despesas obrigatórias.

"Hoje, o Brasil gasta com Previdência mais do que Japão. E daqui a 40 anos seremos o Japão (em termos de envelhecimento da população", ponderou. Segundo ele, o país que mais gasta com Previdência despende de 16% do PIB. Já o Brasil gasta 13% do PIB "Essa dinâmica e insustentável", afirmou.

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