Nova rede de Internet das Coisas visa integração no agronegócio brasileiro

A rede pública foi colocada em operação pela empresa WND Brasil com tecnologia de baixo custo e baixo consumo de energia

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postado em 26/10/2017 17:17 / atualizado em 26/10/2017 20:02

Reprodução/YouTube

Cuiabá (MT) — Em uma época de revolução digital, na qual a inteligência artificial tem ganhado destaque, a implantação da internet das coisas (IOT) no agronegócio começa a fazer parte da realidade dos produtores brasileiros. Na tarde dessa quinta-feira (26/10), em Cuiabá, a WND Brasil colocou em operação uma nova rede para conectividade dedicada à IOT para o agronegócio.

É uma rede pública que pode ser acessada por qualquer dispositivo com chip Sigfox. Com tecnologia Low Power Wide Area (LPWA) é uma rede pública que alia baixo custo de conexão, baixo consumo de energia e longo alcance. Segundo o COO da WND, Alexandre Reis, esses três pilares são diferenciais e permitem a implantação massiva de soluções positivas de internet das coisas não só no agro como em diversos setores da economia. “Nossa rede está pronta para ajudar”, destacou.

O presidente da Associação Brasileira da Internet das Coisas (ABINC), Flávio Maeda, afirmou que a IOT estará na rotina dos brasileiros em aproximadamente 10 anos. “É previsto que todas as coisas tenham alguma conexão com a internet. Essa realidade vale para o campo também”, comentou. A ideia é permitir maior produtividade ao campo por meio de benefícios como a conexão de sensores que transmitem informações sobre a umidade de uma área ou terreno, a localização de máquinas e animais, condições atmosféricas, condições para semeadura e colheita, entre outros.
 

Alexandre Reis explicou que a ideia foi disponibilizar um sistema inovador, principalmente no fator de acessibilidade. Segundo ele, a rede inova no baixo preço e no baixo consumo de energia.  Ele chamou atenção para o fato de que é uma tecnologia complementar. “Em um mesmo ambiente podemos ter várias tecnologias. Mas queremos mostrar que existem outras alternativas de conexão além do 3G, 4G e wi-fi”, explicou.

A ideia é trabalhar junto a entidade públicas e privadas, de modo a flexibilizar o mercado por meio de parcerias. “O sistema tem 3 principais componentes: os dispositivos (sensores), a rede e os aplicativos que recebem a informação. Nós vamos disponibilizar a rede, daremos a conectividade. A liberdade para o mercado entra com outras empresas que fornecerão os dispositivos e os aplicativos”, disse o COO da WND.

O serviço já se encontra disponível no mercado e o orçamento varia de acordo com o dispositivo e sua função e com o preço dos aplicativos. O plano da rede se mantêm o mesmo não importa a quantidade de sensores. A meta da empresa até o final do ano e o primeiro trimestre de 2018 é atingir 100 milhões de pessoas e 500 cidades.  Até o final de 2018 o objetivo é alcançar 80% da população do país.
 
A repórter viajou a convite da WND Brasil 
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